- A Região de Leiria continua sem apoios do Governo quase três meses depois da depressão Kristin, e a CIM reclama um relatório global sobre as consequências.
- O presidente da CIM, Jorge Vala, disse que a última informação recebida foi do ministro da Economia, durante a visita à Marinha Grande, sobre a eventual comunicação dos valores e critérios de pagamento.
- Vala sublinha a falta de um relatório objetivo que quantifique os danos e o impacto económico, o que pode influenciar a forma de distribuir apoios.
- Reforça a necessidade de transparência e de disponibilizar os relatórios de danos, ao mesmo tempo que aponta atrasos das seguradoras na disponibilização de respostas.
- A Nazaré já viu aprovada a primeira candidatura de apoio, no valor de 12.500 euros, para reposição de margens do rio Areia, com pagamento confirmado numa cerimónia com a ministra do Ambiente.
A Região de Leiria continua sem apoios diretos do Governo quase três meses após a tempestade Kristin. O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria afirma não saber ainda quanto vão receber os municípios, e reclama a publicação de um relatório global sobre os impactos. A notificação mais recente veio do ministro da Economia, durante a visita à Marinha Grande, com a promessa de comunicar valores esta semana.
Jorge Vala, que falava em Figueiró dos Vinhos, acusa atraso na consolidação de dados. O autarca vê pé atrás com a falta de um documento que quantifique os estragos e a dimensão económica para o país, a Região Centro e a Região de Leiria em particular. Afirmou que há informação dispersa de várias entidades, mas sem um relatório único e graduado.
Para Vala, a ausência de um relatório objectivo condiciona os critérios e os montantes de apoio. Reforçou a necessidade de publicar os danos de forma transparente e apontou atrasos nas avaliações das seguradoras, que, na prática, atrasam a recuperação de empresas e famílias. A CIM pretende reunir-se com a Associação Portuguesa de Seguradores para esclarecer os atrasos.
Região de Leiria em números e pedidos
Na reunião em Figueiró dos Vinhos, ficou ainda em aberto a forma como os valores serão pagos e quem poderá beneficiar. O presidente da CIM lembrou que cada área tem dados de Segurança Social, do IEFP, do IAPMEI e de CCDR, além do levantamento de estragos das câmaras, mas sem um quadro único.
Além disso, Vala destacou que, sem um relatório de danos, difícil é definir critérios uniformes de distribuição de apoios. Considerou que a falta de transparência impede uma visão clara sobre o que está a ocorrer e como evoluirá a recuperação.
Nazaré já com apoio aprovado
No município da Nazaré, já foi aprovada a primeira candidatura de apoios aos prejuízos da tempestade. Omontante é de 12.500 euros para reposição das margens do rio da Areia, em Valado dos Frades. O pagamento foi confirmado pela ministra do Ambiente durante uma cerimónia com o presidente da APA.
O apoio visa intervenções urgentes de reposição de infraestruturas e estabilização de zonas críticas. Em Valado dos Frades, o rio da Areia sofreu galgamentos de margens e danos na linha ferroviária, levando à interrupção da circulação. A intervenção envolveu máquinas pesadas para restabelecer a estabilidade do leito e o normal escoamento da água.
A Câmara da Nazaré detalhou as obras executadas, incluindo reforço de base com pedra, reposição de terras e compactação de zonas afetadas. O objetivo foi devolver a funcionalidade ao curso de água e minimizar riscos futuros.
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