- Portugal tem atualmente 24 517 militares efetivos nas Forças Armadas, segundo o ministro da Defesa Nacional, durante a audição na Assembleia da República.
- Em 2015 havia 29 479 militares e em 2023 passaram a ser 23 757, com a tendência de queda a inverter-se nos últimos anos.
- O objetivo legal é de 32 mil efetivos, meta apontada pelo governo para 2028, ainda distante do valor atual.
- Daqueles ramos, apenas a Marinha registou uma queda de efetivos, passando de 6 702 em 2024 para 6 644 em 2025; os outros ramos mantêm maior dispersão de unidades.
- No âmbito de despesas militares, o ministro indicou que Portugal reportou à NATO 2% do PIB—6118 milhões de euros—divididos entre a defesa direta e áreas conectadas a serviços como pensões e ministérios associados.
- Sobre o papel das Forças Armadas no combate aos incêndios, há militares ativos em nove municípios a limpar terrenos e recolher madeira para reduzir riscos após o temporal.
Portugal tem 24 517 militares efetivos nas Forças Armadas, número já em queda que se está a inverter, segundo o ministro Nuno Melo. Ainda assim, não atinge o objetivo legal de 32 mil.
Nuno Melo, em audição regimental na Assembleia da República, lembrou que em 2015 havia 29 479 militares e que esse total caiu para 23 757 em 2023. O atual valor fica próximo de 24 517.
O governante destacou uma tendência de reversão, mas adiantou que é preciso manter o investimento em medidas de retenção e atratividade, para prosseguir a trajetória atual sem turbulências.
Forças Armadas: avaliadas as quebras e metas
Entre os ramos, apenas a Marinha registou uma queda de efetivos, com 6702 em 2024 e 6644 em 2025. Os restantes ramos mantêm patamares mais estáveis, segundo explicações dadas pelo ministro.
Melo indicou que a concentração de formação na Base Naval de Lisboa contribui para a queda aparente na Marinha, diferente do Exército e da Força Aérea, com quartéis distribuídos pelo país.
Além disso, o ministro foi questionado sobre os 2% do PIB destinados à Defesa, reportados à NATO. Disse que o total foi de 6118 milhões de euros, conforme critérios da Aliança Atlântica.
Desse montante, 4114 milhões está relacionado com a execução direta do Ministério da Defesa Nacional, e 2004 milhões com outras áreas governativas ligadas à Defesa, incluindo pagamentos de pensões militares.
Em resposta a uma interpelação do PSD, Nuno Melo referiu ainda que o valor envolve proximamente 60% de despesas de ministérios como Defesa Interna, Negócios Estrangeiros e Infraestruturas.
No que diz respeito a atuação operacional, o ministro informou que, em nove municípios, as Forças Armadas ajudam no combate a incêndios: Sertã, Proença-a-Nova, Vila de Rei, Figueiró dos Vinhos, Oleiros, Leiria, Pombal, Batalha e Marinha Grande.
As atividades incluem limpeza de terrenos e recolha de madeira para reduzir o risco de incêndios, em contexto de forte perigo relativo aos fogos florestais após o temporal.
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