- O padre jesuíta James Martin, consultor do Dicastério para a Comunicação, criticou Donald Trump por partilhar uma imagem em que se apresentava como Jesus Cristo.
- Em entrevista à Lusa, Martin descreveu a ação como vaidade, insanidade e idolatria.
- Para o sacerdote, a palavra blasfémia foi a mais usada por cristãos conservadores, mas idolatria é a mais adequada para descrever a situação.
- O padre afirmou que o primeiro mandamento proíbe ter outros deuses além de Deus, incluindo Trump.
- Partilhar uma imagem de si mesmo como Jesus é visto como idolatria e pode ofender cristãos.
Padre jesuíta dos EUA critica publicação de Trump que o coloca como Jesus. James Martin, consultor do Dicastério para a Comunicação do Vaticano, reagiu à partilha feita pelo presidente norte-americano. A imagem apresentava Trump como Jesus Cristo, gerando polémica e descrédito entre parte da comunidade cristã.
Em entrevista à agência Lusa, Martin classificou o ato como blasfémia, palavra usada por cristãos conservadores que comentaram o tema. Contudo, apontou que a idolatria é o enquadramento mais adequado para descrever o que ocorreu, referindo que o primeiro mandamento proíbe adorar qualquer outra divindade para além de Deus.
Martin reforçou que a partilha envolve vaidade e insanidade, afirmando que a representação de si próprio como Jesus pode ofender cristãos de várias tradições. O religioso reiterou que tal atitude ultrapassa o âmbito pessoal e alcança o terreno da fé pública, com implicações para a percepção de liderança religiosa e moral.
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