- Aproximadamente 250 pessoas estão desaparecidas após o naufrágio de um barco que transportava refugiados rohingya e bengalis no mar de Andaman, segundo o ACNUR.
- O barco partiu de Teknaf, no sul do Bangladesh, com destino à Malásia, tendo deixado as costas bengalis a 4 de abril; as autoridades indicam que ventos fortes, mar agitado e excesso de carga podem ter contribuído para o acidente.
- Um navio bengali que seguia para a Indonésia avistou em 9 de abril várias pessoas à deriva e resgatou ao todo nove indivíduos, entre eles uma mulher, próximo às ilhas Andaman.
- Um sobrevivente relatou ter embarcado no barco de pesca para fugir de Balukhali, em Cox’s Bazar, descrevendo uma viagem de quatro dias e quatro noites, seguida de deriva de quase 36 horas e queimaduras por combustível derramado.
- O ACNUR afirmou que o incidente ilustra as consequências de deslocamentos prolongados e a necessidade de soluções duradouras para os rohingyas, bem como de facilitar o retorno seguro e digno aos suas casas.
O naufrágio de um barco de pesca, que transportava refugiados rohingya e cidadãos bengalis, deixou cerca de 250 pessoas desaparecidas no mar de Andaman. O ACNUR informou a ocorrência e pediu investigação das circunstâncias.
A embarcação partiu de Teknaf, no sul do Bangladesh, com destino à Malásia. Dados preliminares apontam para ventos fortes, mar agitado e excesso de carga como fatores prováveis. Estava a cerca de 4 de abril quando deixou as costas bengalis.
Um navio bengali que seguia para a Indonésia avistou no dia 9 de abril várias pessoas à deriva, resgatando-as ao largo das ilhas Andaman. Ao todo, nove pessoas foram salvaguardadas, incluindo uma mulher, segundo o porta-voz da guarda costeira.
Entre os resgatados, quatro faziam parte da tripulação, conforme relatos de um sobrevivente, que descreveu o embarque em troca de promessas de emprego na Malásia. O barco estava sobrecarregado e houve relatos de queimaduras por combustível derramado.
Contexto regional
A trepidação contínua de deslocamentos forçados atinge a população rohingya desde 2017, quando centenas de milhares buscaram abrigo no Bangladesh. Muitos tentam atravessar rumo à Malásia ou à Indonésia em busca de condições mais estáveis.
Segundo o ACNUR, muitas pessoas ainda vivem em campos superlotados em Cox’s Bazar, como Balukhali, enfrentando condições precárias. O órgão destacou a necessidade de soluções duradouras para permitir o retorno voluntário, em segurança e com dignidade, quando possível.
Dados recentes indicam que, além deste naufrágio, já ocorreram outros acidentes fatídicos na região, com dezenas de mortos e desaparecidos em 2024 e 2025, reforçando a urgência de uma resposta humanitária coordenada.
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