- Ricardo Sá Fernandes foi eleito presidente do Conselho Geral da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e Marlene Loureiro foi escolhida como secretária, para o mandato 2025/29.
- A UTAD vivia há um ano um impasse causado pela divergência na eleição dos membros cooptados do Conselho Geral, que acabou em tribunal e levou à intervenção do Ministério da Educação.
- Os conselheiros cooptados tomaram posse recentemente; na sequência, foi realizada a eleição para o presidente e a secretária do órgão.
- O Supremo Tribunal Administrativo validou, em março, o processo de cooptação por braço no ar, pondo fim à controvérsia sobre o método de votação.
- Prevê-se, para a próxima semana, a aprovação do calendário eleitoral e a eleição do próximo reitor entre o final de maio e o início de junho; a UTAD também trabalha na abertura do curso de Medicina com 40 vagas no próximo ano letivo.
Ricardo Sá Fernandes foi eleito presidente do Conselho Geral da UTAD, numa sessão realizada hoje, após um longo impasse que envolveu disputas na composição do órgão e intervenção ministerial. A nomeação chega num momento de recuperação institucional para a universidade transmontana.
Os cooptados tomaram posse na semana passada para o mandato 2025/29 e, na reunião de hoje, foi também eleita a secretária, Marlene Loureiro. O Conselho Geral é constituído por 18 membros eleitos e sete cooptados.
Na próxima semana haverá uma nova reunião para aprovar o calendário eleitoral, com a eleição do novo reitor prevista entre o final de maio e o início de junho. Sá Fernandes adiantou que dará o melhor pela UTAD e pela região.
Contexto institucional
O processo de cooptação esteve em discussão a partir de março de 2025, após recurso judicial sobre o método de votação dos cooptados. O Supremo Tribunal Administrativo validou, em março, a votação por braço no ar.
A crise ganhou contornos em setembro, com a saída do anterior reitor, o que motivou intervenção ministerial e a designação de Jorge Ventura como reitor interino. O novo ciclo começa com este desfecho, segundo o presidente eleito.
Sá Fernandes destacou que a UTAD é um polo de prestação de serviços à região, com impacto na atração de talento e na vida económica local. A instituição pretende restabelecer funcionamento estável e avançar com o projeto estratégico.
O responsável ficou ainda disponível para colaborar na abertura do curso de Medicina, com 40 vagas no próximo ano letivo, reconhecendo que o dossiê ainda está a ser consolidado. A universidade mantém o objetivo de avançar com o projeto.
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