- O eurodeputado André Rodrigues (PS) criticou o Governo dos Açores pela “opção enviesada” de convidar apenas um eurodeputado para a visita do vice-presidente da Comissão Europeia, Raffaele Fitto, à ilha de São Miguel.
- Rodrigues afirma que a decisão coloca em causa o funcionamento democrático e institucional, pedindo distinção entre plano institucional e político-partidário.
- O líder do executivo regional, José Manuel Bolieiro (PSD), é acusado de tratar Paulo Nascimento Cabral, eurodeputado do PSD, como subalterno ou emissário oficioso.
- O deputado socialista lembra que há eurodeputados dos Açores de diferentes famílias políticas e defende que a representação regional seja plural e equitativa.
- A visita incluiu reunião de trabalho e visitas a obras financiadas com fundos europeus; Fitto prometeu atender às especificidades das ultraperiferias.
O eurodeputado André Rodrigues (PS) criticou o Governo dos Açores pela organização da visita do vice-presidente da Comissão Europeia, Raffaele Fitto, a São Miguel. O político expôs preocupações sobre a exclusão institucional de representantes de outras forças políticas.
Segundo Rodrigues, a presença de apenas um eurodeputado durante a deslocação tende a criar um viés político. O que está em causa, aponta, é o respeito pelas regras democráticas e o funcionamento institucional, que devem representar toda a região.
O caso envolve o Governo regional, liderado por José Manuel Bolieiro (PSD), e o anfitrião da visita. O eurodeputado Paulo Nascimento Cabral, eleito pelo PSD, acompanhou Fitto nas atividades realizadas na ilha.
Raffaele Fitto reuniu-se com o Governo Regional e percorreu obras financiadas por fundos europeus, em São Miguel. A comitiva incluiu ainda o deputado regional e outros representantes, numa visita marcada por um tom institucional.
André Rodrigues recorda que os Açores são representados no Parlamento Europeu por deputados de várias famílias políticas. O socialista sustenta que a ausência de pluralidade representa uma falha de protocolo e uma sinalização de desvalorização da representação democrática.
O eurodeputado defende uma distinção clara entre planos institucional e partidário, afirmando que iniciativas futuras devem refletir a diversidade democrática da região e não favorecer apenas uma corrente partidária.
A visita de Fitto foi apresentada como momento de relevância institucional para os Açores, com o foco nas especificidades das ultraperiferias. Em resposta, Rodrigues apelou a uma abordagem mais inclusiva e equilibrada do ponto de vista institucional.
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