- O ex-líder da Iniciativa Liberal (IL) na Madeira, Nuno Morna, anunciou a desvinculação do partido, alegando que a estrutura entrou numa “demanda pseudo-liberal” com que não se identifica.
- Morna foi fundador do núcleo madeirense da IL e foi deputado na Assembleia Legislativa da Madeira, com 3.555 votos (2,63%) nas regionais de setembro de 2023, marcando a estreia do partido no parlamento regional.
- Nas legislativas regionais antecipadas de maio de 2024, foi reeleito com 3.482 votos (2,56%). Nas antecipadas de março de 2025, não integrou as listas, mas a IL elegeu Gonçalo Maia Camelo com 3.097 votos (2,17%).
- Em comunicado, Morna diz ter chegado a uma “paragem” e afirma que sair é não trair-se, mantendo o desejo de pensar, escrever e discordar, dentro ou fora de partidos.
- Afirmou ainda que a IL/Madeira se tornou uma “caricatura de partido liberal”, criticando a presença de figuras que associam projeto político a interesses pessoais e um ambiente de intriga, sem mencionar nomes.
O ex-líder da Iniciativa Liberal (IL) na Madeira, Nuno Morna, anunciou na sexta-feira a desvinculação do partido. A decisão ocorre num contexto de desacordo com a orientação atual da estrutura, que Morna diz não reconhecer.
Morna foi fundador do núcleo madeirense da IL e foi eleito deputado à Assembleia Legislativa da Madeira nas regionais de setembro de 2023, com 3.555 votos (2,63%). Foi a estreia do partido no parlamento regional.
Na mesma eleição regional de 2023, a IL já tinha participado em 2019, obtendo 762 votos (0,54%) sem assento. Morna foi reeleito nas legislativas regionais antecipadas de 26 de maio de 2024, com 3.482 votos (2,56%).
Nas eleições antecipadas de 23 de março de 2025, Morna não integrou as listas do partido. A IL voltou a eleger um deputado à Assembleia da Madeira, Gonçalo Maia Camelo, com 3.097 votos (2,17%).
Em comunicado, Morna afirma ter chegado a um ponto de não retorno, dizendo que continuar seria trair-se. Afirma sair sem ressentimento e sem necessidade de expor conflitos públicos. Vai manter o pensamento e a intervenção fora do partido.
O ex-dirigente sustenta que não abandona as ideias, apenas a estrutura que já não está à altura delas. Diz que continuará a pensar, escrever e discordar, dentro ou fora de partidos, quando entender.
Morna descreve ainda uma mudança de modelo interno na IL/Madeira. Projeta a organização como tendo passado a priorizar a imagem em vez de mérito, e critica o que chama de lealdade condicionada e intriga interna.
Conclui que a IL/Madeira tornou-se, aos olhos dele, uma caricatura de partido liberal. Afirma que o grupo passou a privilegiar a aparência de poder em vez do projeto político original.
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