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Ventura acusa Governo e PS pelo aumento de preços; socialistas ligam-no a Trump

Ventura responsabiliza Governo e PS pelo aumento dos preços; socialistas associam-no a Trump e questionam lucros do ISP

André Ventura
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  • André Ventura, líder do Chega, participou num debate de urgência no parlamento onde afirmou que os preços do cabaz alimentar, combustíveis e habitação atingiram um nível “verdadeiramente imoral” após o conflito no Médio Oriente.
  • O dirigente acusou o Governo de lucrar com o Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), defendendo que o Estado pode e deve agir para conter a subida dos combustíveis.
  • Ventura citou exemplos de países da União Europeia, destacando a Itália, para justificar que o governo deveria anunciar medidas para travar o aumento dos preços.
  • Na troca de intervenções, o PS atribuiu parte da responsabilidade ao Presidente dos EUA, Donald Trump, e ao mesmo tempo criticou a gestão associada aos preços, com Ventura a responder que Portugal deve manter-se alinhado com interesses europeus.
  • O líder do Chega também criticou a deslocação de alguns dirigentes socialistas à Venezuela e afirmou que não apoiará regimes autoritários, referindo-se a Nicolás Maduro.

O parlamento abriu um debate de urgência dedicado ao Chega, liderado por André Ventura. O tema central foi o agravamento dos preços do cabaz alimentar, combustíveis e habitação, considerado por Ventura como atingindo um nível verdadeiramente imoral, em contexto do conflito no Médio Oriente.

O deputado do Chega afirmou que o ISP, imposto que incide sobre produtos petrolíferos, está no seu valor mais elevado de sempre. Segundo ele, o Estado lucra com esta cobrança, sugerindo que o Governo pode e deve agir para conter o aumento.

Ventura citou exemplos de outros países da União Europeia que anunciaram medidas para mitigar o impacto dos combustíveis, com especial referência à Itália, e afirmou que o governo atual é liberal e de direita, colocando as pessoas em primeiro lugar.

O líder do Chega comparou o Governo ao anterior executivo socialista, alegando atuação semelhante nas crises energéticas. Da bancada do PS houve respostas com alusões a Donald Trump, num tom de ironia, referindo-se ao papel do presidente norte‑americano no conflito regional.

Ventura insistiu na proposta de aplicar uma taxa de 0% de IVA ao cabaz alimentar, avisando que a inação parlamentar pode agravar a miséria dos cidadãos caso nada seja feito. O PS, por seu lado, apontou responsabilidades também ao líder norte‑americano, defendendo que o atual Presidente tem papel na escalada dos preços.

Reação parlamentar e contexto

Eurico Brilhante Dias, do PS, sustentou que a responsabilidade principal pelo aumento dos combustíveis recai sobre a política externa dos Estados Unidos, enfatizando que o Governo poderia agir com mais rapidez. A bancada socialista destacou a necessidade de medidas nacionais.

Em resposta, Ventura afirmou que Portugal e a maioria dos países europeus mantêm uma posição de não alinhamento total com ações norte‑americanas no Irão, reforçando a defesa de interesses europeus. O líder do Chega também criticou uma deslocação de Brilhante Dias e de José Luís Carneiro à Venezuela.

Ventura acusou ainda de antipoder haver uma divergência com a posição de quem esteve à frente da PS, destacando que não aceitaria compromissos com regimes autoritários. O debate manteve o tom crítico entre o Chega e o PS, com foco em políticas de energia e custos de vida.

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