- O PSD, Chega e PS discutiram, na comissão de Defesa Nacional, novas formas de aproximar os jovens às Forças Armadas, analisando o modelo atual do Dia da Defesa Nacional.
- O Chega propõe transformar o Dia da Defesa Nacional numa Semana da Defesa Nacional, com pelo menos cinco dias úteis, incluindo uma chamada “inspeção militar” dos convocados.
- O PSD disse estar aberto a aceitar o projeto do Chega se este for alterado para sugerir estudar a mudança, em vez de já alterar a lei.
- O PS destacou a necessidade de avaliar o impacto do modelo atual (último estudo de 2022) antes de avançar, e alertou para evitar choques de competências entre órgãos.
- Foi decidido adiar a votação, para que as iniciativas do Chega e do PS possam ser discutidas na mesma reunião e votadas posteriormente em plenário.
O PSD, o Chega e o PS concordaram em debater novas formas de aproximar os jovens às Forças Armadas. A discussão ocorreu nesta quarta-feira, na comissão de Defesa Nacional, em Lisboa. O foco é avaliar o modelo atual do Dia da Defesa Nacional e explorar alternativas.
Na reunião, o Chega apresentou uma proposta para transformar o Dia da Defesa Nacional numa Semana da Defesa Nacional, com duração de pelo menos cinco dias úteis, e permitir a inspeção militar dos convocados. O objetivo é avaliar uma maior participação cívico-militar.
Propostas em análise
Bruno Ventura, do PSD, disse que tanto o projeto do Chega como o do PS tratam de uma temática importante para o partido, reconhecendo o potencial de um consenso sobre a relação entre jovens e Defesa Nacional. O deputado sugeriu que o Chega ajuste a fórmula para sugerir o estudo dessa alteração, em vez de uma mudança imediata.
Luís Dias, do PS, destacou que a discussão pode aproximar partidos, mas defende primeiro avaliar o impacto do atual Dia da Defesa Nacional, lembrando que o último estudo data de 2022. O parlamentar acrescentou que é preciso base de dados para fundamentar políticas públicas.
O presidente da comissão, Pedro Pessanha, lembrou que o projeto do PS ainda não tinha baixado à comissão e sugeriu debater as duas iniciativas pela mesma via. O PSD indicou intenção de apresentar um conjunto de medidas sobre o tema na próxima semana, desde que haja consenso para tratar tudo na mesma sessão.
O grupo decidiu adiar a votação das propostas para uma reunião posterior, para que os textos possam ser analisados em conjunto antes de serem apreciados em plenário. Este atraso visa permitir um debate mais alargado entre os partidos.
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