- O ministro da Educação afirma que mais de 10 mil professores do Norte não estão disponíveis para se deslocar para Lisboa, tornando difícil compensar os 4 mil que se reformam.
- O Governo já implementa medidas para apoiar deslocações e formar mais docentes em Lisboa e no Algarve, onde há maior carência.
- O ministro aponta uma grande desigualdade regional no acesso a uma educação de qualidade, com melhores resultados no Norte e Centro e grandes diferenças para a Península de Setúbal, Algarve e Grande Lisboa.
- Em termos de infraestruturas, cerca de metade do problema está em Lisboa e Vale do Tejo, com 450 milhões de euros previstos no investimento de mil milhões do Banco Europeu de Investimento, para a região.
- No total, serão intervencionadas 387 escolas até ao final da década, num investimento total de 1,55 mil milhões de euros, e o ministro defende a universalização do pré-escolar em todas as idades e regiões.
O ministro da Educação, Ciência e Inovação participou na segunda edição do Oeiras Education Forum para falar sobre desigualdades regionais no sistema educativo. Entre as críticas, destacou que existem mais de 10 mil professores do Norte profissionais que não estão a dar aulas, nem disponíveis para mudar para Lisboa.
Fernando Alexandre explicou que os novos docentes formados anualmente não chegam para compensar os 4 mil que se aposentam. Acrescentou que há resistência de parte dos professores do Norte em se deslocarem para o Sul do país.
O governante afirmou ainda que estão a serem implementadas medidas de apoio à deslocação e formação de docentes nas regiões com maior carência, nomeadamente Lisboa e Algarve. Também apontou que a formação de professores no Norte enfrenta barreiras de mobilidade inter-regional.
Desigualdades entre regiões no acesso à educação
O ministro reforçou a necessidade de corrigir a diferença entre Norte, Centro e as regiões da Grande Lisboa, Setúbal e Algarve. Segundo ele, enquanto se mantém resultados superiores no Norte e Centro, persistem lacunas significativas no Sul.
Sobre infraestruturas, apontou desigualdade geográfica: metade do problema localiza-se em Lisboa e Vale do Tejo. Do investimento de 1,55 mil milhões de euros, 450 milhões destinam-se a Lisboa e Vale do Tejo para melhorar escolas.
Investimento em infraestruturas e metas do BCE
No âmbito de financiamento, o ministro lembrou que, entre os quase 1,0 mil milhões de euros de um apoio do Banco Europeu de Investimento, a maior parte vai para Lisboa e Vale do Tejo. Serão intervencionadas 387 escolas até ao fim da década.
Universalização do pré-escolar e cobertura
Fernando Alexandre defendeu a universalização do pré-escolar em todas as idades e regiões. Dados citados apontam alta cobertura aos 5 anos, quase 100%, aos 4 anos 96% e aos 3 anos 83-84%.
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