- A oposição georgiana propõe batizar o porto mais profundo do Mar Negro, em Anaklia, com o nome de Donald Trump.
- O secretário-geral da Frente Geórgia Forte, Irakli Rujadze, disse que o porto pode ser central para a segurança regional e a diversificação de rotas energéticas e económicas.
- Rujadze afirmou que, juntamente com o oleoduto Baku-Tiblíssi-Ceyhan, o porto de Anaklia é o único grande projeto alinhado com as prioridades da Casa Branca na Geórgia, pedindo ainda evitar o domínio russo e chinês.
- A sugestão surge no contexto da Rota Trump, acordo entre EUA, Azerbaijão e Arménia, que, na visão dele, cria uma continuação do projeto até Anaklia.
- O governo georgiano escolheu, há dois anos, o consórcio China Communications Construction Company Limited e China Harbour Investment para construir o porto, avaliado em 2,5 mil milhões de dólares, com 400 hectares; o primeiro navio deve atracar em 2029.
Oposição da Geórgia propõe batizar o porto mais profundo do Mar Negro, em Anaklia, com o nome de Donald Trump. A ideia foi apresentada na terça-feira pelo secretário-geral do partido opositor Lelo-Geórgia Forte, Irakli Rujadze, durante uma conferência de imprensa.
Rujadze assegurou que o porto pode ser decisivo para a segurança regional e para diversificar as rotas energéticas e económicas. Alegou que, em conjunto com o oleoduto Baku-Tiblíssi-Ceyhan, o projeto corresponde a prioridades estratégicas da geopolítica da região, segundo a perspetiva do oposicionista.
O governo georgiano já indicou, há dois anos, o consórcio formado pela China Communications Construction Company Limited e China Harbour Investment para construir o porto, avaliado em 2,5 mil milhões de dólares, num terreno de 400 hectares. A Terminal Investment Limited Holding participou no concurso.
Contexto do projeto
O porto está em construção na cidade de Anaklia e está previsto receber navios de grande porte semelhantes aos de Xangai ou Singapura. O primeiro navio deve atracar em 2029, marcando a entrada em operação do complexo portuário mais profundo do Mar Negro.
Este movimento insere-se num quadro de debates sobre influência geopolítica na região, com a possível influência de interesses externos sobre infraestruturas estratégicas. Não foram divulgadas declarações oficiais adicionais sobre a designação proposta.
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