- A CGTP criticou as reuniões paralelas para discutir alterações ao Código do Trabalho, das quais não tem sido chamada a participar.
- O líder Tiago Oliveira acusou o Governo de ser antidemocrático e anticonstitucional.
- Ditou que o Executivo tenta definir a estratégia à margem da concertação social, reunindo exatamente os mesmos interlocutores sem a CGTP.
- Exige que a discussão sobre a reforma laboral seja feita na concertação social, não em reuniões paralelas que afastam a CGTP.
- Esta tarde realiza-se uma nova ronda de negociações no Ministério do Trabalho entre Governo, patronato e UGT, sem a CGTP presente.
O líder da CGTP criticou, na manhã de hoje, as reuniões paralelas para discutir alterações à lei laboral, para as quais a CGTP não tem sido chamada. O Governo é acusado de agir sem concertação social, alegadamente à margem do processo formal.
A frente do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, onde hoje decorre uma nova ronda entre Governo, patrões e UGT, Tiago Oliveira afirmou que o Executivo de Luís Montenegro tenta traçar a estratégia sem a participação da central. Segundo ele, os encontros fora da concertação repetem os mesmos intervenientes, sem incluir a CGTP.
A CGTP afirma que o processo atual é anticonstitucional e que o Governo pratica uma gestão antidemocrática, afastando a central das discussões centrais. O líder sindical recordou ainda promessas de diálogo que, na sua leitura, não estão a ser cumpridas.
Oliveira citou afirmações do primeiro-ministro sobre dois anos no cargo e melhoria do país, considerando-as desfasadas da realidade. Referiu aumentos no custo de vida, habitação e combustíveis, argumentando que as percepções governamentais não refletem a situação dos trabalhadores.
A central sindical exige que a discussão da reforma seja travada na concertação social e não em reuniões excluídas, que, na visão da CGTP, servem apenas para deslocar o diálogo. A ministra do Trabalho reúne-se hoje à tarde com a UGT e com as confederações patronais no âmbito do ministério.
Desdobramentos seguem ainda indefinidos, mas o foco permanece na participação ampla na formulação da legislação laboral. A CGTP insiste na inclusão formal da central no espaço de concertação, considerado essencial para chegar a soluções que beneficiem trabalhadores.
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