- Donald Trump demitiu Pam Bondi, procuradora-geral dos Estados Unidos, e Todd Blanche, vice-procurador-geral, ficará interinamente no cargo; Lee Zeldin é apontado como possível substituto.
- A insatisfação do Presidente prendia-se às dificuldades em apresentar acusações contra adversários políticos e à gestão do caso Epstein, que gerou críticas por encobrimento.
- A saída de Bondi surge poucos meses depois do afastamento de Kristi Noem, diretora da Segurança Interna, também sob investigação por gestão de contratos e da política anti-imigração.
- Trump estará a considerar a substituição de Tulsi Gabbard, atual diretora da coordenação das secretas, após desentendimentos sobre críticas a Joe Kent; ainda não tomou uma decisão final.
- Tulsi Gabbard, antiga démocrata que se alinhou ao Partido Republicano em 2024 e apoiou Trump, tem estado relutante em defender a ofensiva dos EUA contra o Irão, o que gerou atrito com o Presidente.
Donald Trump demitiu Pam Bondi, a procuradora-geral dos EUA, nesta quinta-feira. A decisão foi reportada pelo New York Times e NBC News. Todd Blanche deve assumir interinamente o Departamento de Justiça. Lee Zeldin surge como potencial substituto de Bondi.
A contestação de Trump sobre Bondi centra-se em dois casos: dificuldades em apresentar acusações contra adversários políticos e a gestão do caso Epstein, que gerou controvérsia sobre o arquivamento de diligências. O Congresso obrigou Bondi a revelar conteúdos do processo.
Paralelamente, a administração analisa a possível substituição da directora das secretas, Tulsi Gabbard. O Guardian indica que Trump auscultou membros do executivo, embora ainda não tenha tomado uma decisão final sobre a continuidade de Gabbard.
Quem está envolvido e cenários internos são parte da avaliação em curso na Casa Branca. Kristi Noem já foi afastada do cargo de secretária de Segurança Interna, em março, após polémicas ligadas à gestão de contratos e à política anti-imigração.
Sobre Gabbard, o Guardian aponta descontentamento pela forma como recusou criticar publicamente o ex-diretor de contraterrorismo Joe Kent, que se demitiu em protesto contra a ofensiva no Irão. Gabbard, antiga congressista, passou ao Partido Republicano em 2024 e tem perfil anti-intervencionista.
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