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Tribunal belga ordena Polónia a comprar vacinas COVID-19 por 1,3 mil milhões de euros

Tribunal belga ordena Polónia e Roménia pagarem, no total, 1,9 mil milhões de euros pelas vacinas COVID-19 da Pfizer/BioNTech

Um frasco da vacina contra a COVID-19 da Pfizer-BioNTech no Royal Victoria Hospital em Belfast, 8 de dezembro de 2020.
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  • Tribunal belga ordena à Polónia e à Roménia que aceitem as vacinas contra a COVID‑19 da Pfizer e da BioNTech e efetuem os pagamentos, num total de 1,9 mil milhões de euros.
  • Polónia deve receber vacinas no valor de 1,3 mil milhões de euros e Roménia 600 milhões de euros, conforme o contrato com a Comissão Europeia.
  • Países tinham recusado entregar as doses em 2022, alegando evolução da pandemia, guerra na Ucrânia e possível abuso de posição dominante da Pfizer.
  • Governo polaco pretende recorrer da decisão, afirmando que usará todos os meios legais; Roménia diz que ainda não recebeu a notificação oficial do veredito.
  • Pfizer afirma esperar o cumprimento e afirma que a decisão reforça os compromissos contratuais por detrás da resposta europeia à pandemia.

Um tribunal belga ordenou, na quarta-feira, que a Polónia e a Roménia aceitem as vacinas contra a COVID-19 da Pfizer-BioNTech e efetuem os pagamentos de 1,9 mil milhões de euros, conforme o contrato com a Comissão Europeia. A ação foi movida pela Pfizer há três anos.

A decisão aproxima-se de um desfecho financeiro para dois Estados da UE, que tinham travado entregas prometidas em abril de 2022. A Polónia terá de receber vacinas no valor de 1,3 mil milhões de euros e a Roménia, 600 milhões de euros.

Reação e próximos passos

O Ministério da Saúde polaco indicou que usará todos os meios legais para contestar a decisão e defender os interesses do país. A gestão de Moewiecki já indicou que a decisão requer análise pormenorizada de aplicação e impacto financeiro.

A Pfizer afirmou esperar o cumprimento da decisão, sublinhando a importância dos compromissos contratuais para a resposta europeia à pandemia. A UE, por seu turno, apoiou o uso de vacinas adquiridas através de contratos a nível comunitário.

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