- Dois anos depois, o primeiro-ministro Luís Montenegro afirmou ter unido o país e não ceder a extremismos, num texto de opinião publicado no Observador.
- Defendeu que a estabilidade política é possível sem maioria parlamentar e que o governo iniciou reformas em várias áreas, buscando devolver confiança e estabilidade às instituições, à sociedade e ao país.
- Enalteceu feitos nas áreas da economia, educação, saúde e imigração, incluindo uma redução da dívida pública abaixo de noventa por cento do PIB e um excedente orçamental sem cortar investimento nem aumentar impostos.
- Na imigração, destacou a criação da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras, a aprovação da lei dos estrangeiros e alterações à lei da nacionalidade, com reduções de autorizações de residência em quarenta e um por cento e um aumento de retornos voluntários em duzentas e oitenta e três por cento entre 2024 e 2025.
- Em educação, afirmou ter libertado o país de amarras ideológicas e acelerar a inclusão de mais alunos, enquanto reconheceu que ainda há trabalho na saúde e que a reforma laboral visa combater a precariedade, modernizar relações de trabalho e promover a parentalidade.
Luís Montenegro, agora com dois anos na liderança do Governo, afirma ter unido o país num período de forte polarização. No seu artigo no Observador, defende que o Executivo não cedeu a extremismos nem ignorou problemas, promovendo ordem e humanismo.
O primeiro-ministro apresenta o balanço de uma gestão liderada pela coligação PSD/CDS-PP, destacando estabilidade política sem maioria parlamentar. Afirma ainda que manter a ambição sem estabilidade seria imprudência, em contraste com o que chama de promessas incumpridas do período anterior.
O texto começa com críticas à governação socialista de António Costa, afirmando que, antes de transformar o país, era necessário devolver confiança e estabilidade às instituições, à sociedade e ao país. Montenegro cita serviços públicos degradados, impostos altos e uma crise habitacional sem resposta.
Imigração
Montenegro destaca a imigração como um problema herdado, referindo-se ao chamado sistema em colapso. Recorda a aprovação da lei dos estrangeiros, que pretende reduzir efeitos de procura de visto e o impacto de alterações à lei da nacionalidade, após acordo com o Chega.
Segundo o chefe de Governo, a PSP passou a ter a Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras, com competências de retorno centralizadas. Do ano letivo de 2024 para 2025, as autorizações de residência caíram 41% e os retornos voluntários aumentaram 283%.
Na educação, o primeiro-ministro afirma ter libertado o país de amarras ideológicas, com foco em mais alunos e melhor integração, apesar de críticas sobre faltas de docentes. A Fenprof sustenta que cerca de 40 mil alunos ficaram sem professor no segundo período.
Educação e Saúde
Na saúde, Montenegro reconhece avanços, mas admite que não está tudo feito. Frisa que o diagnóstico difere do início do mandato e aponta medidas previstas na reforma laboral para combater a precariedade, modernizar relações de trabalho e apoiar a parentalidade.
O Governo também celebra reconhecimentos internacionais, citando a eleição do país como Economia do Ano 2025 pela revista The Economist. A narrativa central é de que a dívida pública ficou abaixo de 90% do PIB pela primeira vez em mais de quinze anos, com excedente orçamental sem sacrificar investimento público nem aumentar impostos.
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