Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaispessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Congresso deixa o Partido Socialista a meio da ponte

Congresso do PS abre caminho à cooperação com o Governo, apesar da controvérsia sobre o Tribunal Constitucional e reformas laborais

Foto: Paulo Novais/Lusa
0:00
Carregando...
0:00
  • Congresso do PS ocorreu sob ameaça de rutura com o Governo, devido à negociação sobre o Tribunal Constitucional, mas terminou com tom mais conciliador e promessa de convergência.
  • Tema central foi a escolha de juízes para o Tribunal Constitucional; o PSD abriu a porta a negociar com o PS, apesar de a relação ter ficado em stand-by.
  • O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, recusou uma reforma laboral nos moldes propostos pelo Governo, mas mostrou disponibilidade para melhorias.
  • Também estiveram em foco a regionalização, a habitação digna a longo prazo e a promessa de apresentar, até final de maio, uma visão para a reforma da Justiça.
  • No elenco da Comissão Nacional, 50,2 por cento dos membros anterior mantém-se; a nova lista foi eleita com 88,9 por cento de votos a favor.

Num Congresso do Partido Socialista, que arrancou sob o temor de uma rutura com o Governo, surgiu a ordem de discutir potenciais mudanças na direção das negociações com o PSD. Mesmo com sinais de crise, o tom do encerramento foi de abertura para convergências, principalmente em relação ao Tribunal Constitucional (TC).

A discussão central girou em torno da escolha de três juízes para o TC. A mudança de contexto surgiu porque o Chega ascendeu a segunda força no Parlamento e, num primeiro momento, o PSD abriu a possibilidade de o PSD nomear um magistrado sem depender do PS. No entanto, no final do Congresso, o PSD assegurou que mantém o diálogo com o PS sobre o tema.

Reforma laboral em destaque

O secretário-geral do PS reiterou que a proposta de reforma laboral, apresentada pelo Governo, ficará travada caso os moldes atuais permaneçam. O líder socialista acusou o Executivo de intentar dinamitar progressos da Agenda do Trabalho Digno, mas abriu a porta a melhorias da legislação laboral.

Regionalização, habitação e Justiça

A regionalização recebeu destaque na intervenção do líder do partido e de militantes próximos, incluindo o presidente da SEDES e a presidente da Câmara de Matosinhos. Também ficou anunciada uma estratégia nacional para garantir, dentro de dez anos, acesso universal a habitação condigna, com apresentação de uma visão para a reforma da Justiça até ao fim de maio.

Composição da Comissão Nacional

A atualização da composição da Comissão Nacional aponta para 50,2% de continuidade face à anterior, com novidades como Inês de Medeiros, Eduardo Cabrita e Luísa Salgueiro integrando a lista eleita pela direção nacional, que alcançou 88,9% de votos a favor. O partido reforça o objetivo de estabilizar a estabilidade política interna.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais