- Trump afirmou que a guerra contra o Irão não durará muito tempo e que o Estreito de Ormuz reabrirá automaticamente depois do conflito.
- O presidente disse que os EUA estão a ganhar e que há ainda trabalho para eliminar capacidades ofensivas do Irão, que segundo ele já não tem forças.
- A Guarda Revolucionária iraniana anunciou que vai atacar escritórios de grandes tecnológicas norte-americanas no Médio Oriente a partir de quarta-feira.
- Paquistão e China apresentaram uma proposta de cessar-fogo de cinco pontos para reabrir o Estreito de Ormuz e iniciar negociações de paz; o Paquistão intensifica esforços diplomáticos.
- A Casa Branca mantém a previsão de quatro a seis semanas para as operações, com objetivo de neutralizar o programa nuclear iraniano e desmantelar capacidades militares, enquanto surgem negociações com um regime mais razoável.
Donald Trump afirmou numa entrevista por telefone ao The New York Post que a guerra contra o Irão não durará muito tempo e que o Estreito de Ormuz se abrirá automaticamente após o conflito. A declaração chegou numa escala de tempo de quatro a seis semanas para alcançar objetivos militares, segundo a Casa Branca.
O Presidente disse ainda que os Estados Unidos não deverão permanecer no Irão por muito tempo, embora haja trabalho a fazer para eliminar capacidades ofensivas remanescentes. Ressalvou que a ofensiva norte-americana e israelita devastou o país e que Teerão já não tem forças.
Trump sustentou que a intervenção visa impedir uma ameaça militar e nuclear, mantendo o objetivo de desfazer a capacidade iraniana. Também afirmou que, assim que as hostilidades terminarem, o estreito reabrirá automaticamente, facilitando a navegação global.
Desfecho militar e diplomático
A Casa Branca comunicou que a previsão de quatro a seis semanas mantém-se para cumprir os objetivos, incluindo o desmantelamento do programa nuclear iraniano e a destruição de capacidades balísticas e navais. Os relatos enfatizam avanços declarados pelo Governo.
Trump, o secretário da Defesa e membros do executivo republicano reiteraram a vitória no cerne da operação, sem apresentar detalhes operacionais, mas mantendo o tom de que os objetivos estratégicos estão próximos de ser alcançados.
O Presidente também mencionou negociações com um regime iraniano mais favorável, ao passo que advertiu sobre ataques a infraestruturas elétricas e petrolíferas caso não haja acordo em breve, numa linha de posições já indicadas.
Reação iraniana e cenário regional
A Guarda Revolucionária iraniana anunciou que vai atacar escritórios de empresas tecnológicas norte-americanas no Médio Oriente a partir de quarta-feira, classificando-as como entidades de espionagem. O repto agrava a tensão na região.
Paralelamente, estados produtores de petróleo na região veem o comércio interrompido pelo encerramento do Estreito de Ormuz, com impacto direto nas exportações de hidrocarburetos. A ofensiva também molda o fluxo de energia global.
A pauta diplomática ganhou fôlego com uma proposta de cessar-fogo apresentada por Paquistão e China, visando reabrir o estreito e iniciar negociações de paz. A iniciativa surgiu durante visita de Ishaq Dar a Pequim, marcada por cinco pontos.
O Paquistão tem aprofundado o papel de mediação após encontros com ministros da Arábia Saudita, do Egito e da Turquia, apontando para a possibilidade de acolher conversações entre Washington e Teerão nos próximos dias.
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