- Em Moscovo, pelo menos 12 pessoas foram detidas durante protesto contra restrições à Internet e o bloqueio iminente do Telegram, incluindo o ativista Aleksandr Podrabinek (72).
- Protestos contra a censura digital ocorreram em várias cidades russas, apesar de dozens de pedidos de autorização serem negados pelas autoridades.
- Em Iekaterimburgo, a polícia cercou a Praça 1905; em Murmansk houve interferência no sinal de telemóvel e controlo de identidades.
- Detenções também ocorreram em São Petersburgo, Novosibirsk e Vorónezh, onde houve protesto isolado com faixa contra bloqueios.
- O regulador russo acusa o Telegram de violar a lei; grupo de direitos humanos aponta para tentativa de limitar acesso a informação independente, enquanto o Telegram afirma contornar restrições.
Pelo menos 12 pessoas foram detidas em Moscovo durante manifestações contra as restrições à Internet e o possível bloqueio do Telegram. Os protestos, convocados pela plataforma Scarlet Swan, ocorreram apesar de várias permisões terem sido negadas pelas autoridades.
Os agentes realizaram verificações de documentos e revistas a mochilas, obrigando os manifestantes a dispersar. Uma jovem foi levada a uma carrinha policial após gritar palavras de apoio à polícia, mas acabou libertada pouco depois. Aleksandr Podrabinek, ativista e escritor de direitos humanos, foi detido durante a ação.
A acção em Moscovo decorre num contexto de mobilização contra o que os organizadores chamam de censura digital. As autoridades argumentam motivos de segurança e burocracia para rejeitar centenas de pedidos de concentração em várias cidades.
Protestos proibidos em várias cidades
Em Iekaterinburgo, a polícia cercou a Praça 1905, enquanto em Murmansk houve interferência no sinal móvel e controlo de identidades em massa. Em São Petersburgo, Novosibirsk e Vorónezh registaram-se detenções, com um ativista a realizar um protesto isolado acompanhado por uma faixa.
As manifestações decorrem num ambiente de crescente fiscalização de plataformas digitais estrangeiras. O regulador russo acusa o Telegram de violar a lei nacional, enquanto defensores da liberdade de expressão descrevem as ações como uma restrição de acesso a informação independente.
O futuro do Telegram na Rússia permanece incerto. Um membro do Conselho de Direitos Humanos indicou à TASS que há elevada probabilidade de retorno da aplicação, caso a equipa de Pavel Durov satisfaça determinadas exigências oficiais.
Enquanto isso, autoridades incentivam a migração para plataformas nacionais. O presidente da Rostelecom afirmou que o WhatsApp já não funciona bem e que o Telegram poderá perder terreno, com o MAX a ganhar espaço.
A equipa do Telegram respondeu aos bloqueios destacando que a aplicação contorna restrições ao mascarar o tráfego. Pelas suas estimativas, um bloqueio total equivaleria a desconectar quase toda a Internet no país.
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