- Pelo menos doze pessoas foram detidas em Moscovo por participarem em protestos não autorizados contra o bloqueio da Internet e do Telegram.
- Entre os detidos está Alexandr Podrabinek, defensor dos direitos humanos e escritor, de 72 anos, levado à esquadra por tirar fotografias durante o protesto.
- Existem detenções em São Petersburgo, Novosibirsk e Vorónezh, incluindo um ativista em Vorónezh que exibiu uma faixa com o lema “basta de bloqueios e de censura”.
- Autoridades denunciaram o bloqueio da Internet em mais de trinta cidades russas, impedindo protestos planeados.
- A imprensa indica que o Telegram deverá ser bloqueado definitivamente a 1 de abril; o regulador acusa a aplicação de violar leis, enquanto a plataforma vê censura à liberdade de expressão.
Doze pessoas foram detidas hoje em Moscovo durante protestos não autorizados contra o bloqueio da Internet e do Telegram, segundo relatos de meios locais citados pela agência EFE. O evento teve lugar na Praça Bolotnaya, conhecida por ter sido palco de grandes manifestações antigovernamentais no país.
Entre os detidos está Alexandr Podrabinek, defensor dos direitos humanos e escritor, de 72 anos. A EFE aponta que Podrabinek foi levado para a esquadra por fotografar o protesto. O OVD-Info, que acompanha detenções, relata também registos de pelo menos dois detidos em São Petersburgo.
Outras detenções ocorreram em cidades como Novosibirsk e Vorónezh. Em Vorónezh, um ativista participou num protesto solitário com uma faixa contra bloqueios e censura. Anteriormente, autoridades rejeitaram a realização de protestos contra os bloqueios da Internet em mais de 30 cidades russas.
Contexto
Diversos meios de comunicação russos indicam que a rede Telegram poderá ser bloqueada de forma definitiva a 1 de abril. O regulador das comunicações acusa a plataforma de violar leis locais; a aplicação sustenta que a sanção representa uma tentativa de censura da liberdade de expressão.
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