- Ventura diz que Portugal tem uma “oportunidade histórica” para rever a Constituição, tentando avançar com o processo ainda este ano.
- Em Santarém, o líder do Chega afirmou que, se tudo é inconstitucional, então a Constituição está errada, defendendo mudanças rápidas.
- O Chega, a Iniciativa Liberal e o PSD assegurariam dois terços no Parlamento para alterações constitucionais, com foco em economia de mercado, imigração, investimento e eficiência da Administração Pública.
- Ventura comprometeu-se a iniciar o processo de revisão constitucional até ao final do ano e pediu ao PSD para assumir responsabilidade histórica.
- O líder do Chega criticou o PS por domínio de instituições nos últimos cinquenta anos e destacou a importância do setor agrícola para o futuro do país.
O presidente do Chega, André Ventura, afirmou em Santarém, durante as jornadas autárquicas do partido, que Portugal tem uma oportunidade histórica para rever a Constituição e romper com o que classifica como bloqueio permanente do Tribunal Constitucional. Defendeu que o processo deve avançar ainda este ano.
Em discurso dirigido a autarcas, Ventura declarou que se tudo é inconstitucional, então é a própria Constituição que está errada, e reiterou que a revisão constitucional não mira qualquer partido, mas o país. Apelou ao PSD para cumprir uma responsabilidade histórica no processo.
O líder do Chega sustenta que, para avançar, é necessário concordância com a Iniciativa Liberal e com o PSD, estimando que juntos devem atingir os dois terços no parlamento. Observou que há convergência em áreas como economia de mercado, imigração e eficiência da Administração Pública.
Ventura lembrou um compromisso de iniciar o processo de revisão constitucional até ao fim do ano e fez referência a uma leitura de que haveria um alinhamento à direita para uma eventual mudança. Assumiu ainda que o objetivo é reduzir o peso do socialismo na Constituição.
O chefe do Chega criticou o que chamou de domínio do Partido Socialista sobre as instituições nos últimos 50 anos, afirmando que isso precisa de terminar. Afirmou que o partido pretende transformar Portugal e que os seus eleitores não votaram para manter o status quo.
Paralelamente, Ventura dedicou parte do discurso ao setor agrícola, considerado essencial para o futuro do país. Lembrou que a dependência externa do setor primário é um fator de preocupação e associou a valorização do mundo rural à estabilidade económica.
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