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Hugo Soares encara ameaça de tempestades do PS como conversa para claque

Hugo Soares classifica ameaça de tempestades do PS como conversa para claque e defende continuidade do Governo em diálogo com quem representa o país

O secretário-geral do PSD, Hugo Soares
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  • O secretário-geral do PSD, Hugo Soares, disse que a ameaça de tempestades do PS é “conversa para claque”, típica de um congresso partidário, em Cabeceiras de Basto.
  • Lembrou que os portugueses escolheram um Parlamento com três blocos maioritários e afirmou que o Governo vai continuar a dialogar com quem tem representação parlamentar, respeitando a vontade dos portugueses.
  • No Congresso do PS em Viseu, o líder socialista José Luís Carneiro pediu à Administração Directa (AD) que decida entre convergências moderadas ou acordos com o Chega, avisando que haverá “tempestades” se o Governo escolher ventos.
  • O PS apresentou propostas para enfrentar o conflito no Médio Oriente, incluindo IVA zero nos bens essenciais, redução do IVA de combustíveis e gás, duplicação do consumo de energia tributada a seis por cento e isenção de ISP sobre o gasóleo para a agricultura.
  • Hugo Soares criticou o IVA zero, dizendo que é uma medida cega e injusta, e afirmou que o Estado não tem recursos ilimitados; não comentou a eventual escolha de juízes para o Tribunal Constitucional.

Hugo Soares, secretário-geral do PSD, afirmou que a promessa de tempestades políticas divulgada pelo PS é conversa para claque, típica de um congresso partidário. Falou aos jornalistas em Cabeceiras de Basto, à margem da tomada de posse da nova concelhia do PSD, liderada por Laura Magalhães. A declaração surge num momento de tensão entre os dois partidos.

O dirigente social-democrata reforçou que os portugueses escolheram um Parlamento com três blocos maioritários e salientou que o Governo vai prosseguir o seu caminho, dialogando com quem tem representação parlamentar. Segundo ele, esse é o verdadeiro cumprimento da democracia, sem desvalorizar o papel de qualquer força.

PS apresenta propostas e sinaliza tensões

No mesmo fim de semana, o secretário-geral do PS exigiu à Administração Directa que se decida sobre convergências moderadas ou acordos com o Chega, alertando para uma eventual resistência a mudanças no Tribunal Constitucional. O PS avisou que não permitirá desequilíbrios institucionais.

Durante o 25.º Congresso Nacional do PS, em Viseu, o líder socialista apresentou quatro propostas para enfrentar os impactos do conflito no Médio Oriente, incluindo IVA zero em certos produtos alimentares e redução de impostos sobre combustíveis e gás. A medida foi recebida com críticas de políticas de assistência universal.

Comentários de Hugo Soares sobre propostas de fiscalidade

Hugo Soares criticou de forma direta o eventual IVA zero, classificando a medida como cega e injusta por beneficiar todos por igual, independentemente da necessidade. O político lembrou que o Estado possui recursos limitados e que as políticas devem focalizar quem precisa mais.

O secretário-geral do PSD frisou que o Governo tem anunciado medidas relevantes, especialmente para combustíveis e gás, e que manterá vigilância sobre o preço dos bens básicos. Sobre uma eventual revisão constitucional promovida pelo Chega, disse apenas que é preciso tempo para avaliar.

Tribunal Constitucional e posicionamentos

Quanto à nomeação de juízes para o Tribunal Constitucional, Hugo Soares disse que o tema está em segredo de estado institucional e não pretende comentar publicamente. O PSD continua a acompanhar o processo conforme o que considera adequado.

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