- O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, promove Carlos Cuerpo a vice‑presidente primeiro, tornando‑o no número dois do Executivo.
- Cuerpo torna‑se o primeiro vice‑presidente de Sánchez e passa a ser o primeiro homem a ocupar o lugar desde 2018.
- Arcadi España é anunciado como novo ministro das Finanças, até hoje secretário de Estado de Política Territorial.
- María Jesús Montero deixa o cargo para encabeçar a candidatura socialista nas eleições regionais da Andaluzia, marcadas para 17 de maio.
- Espanha não tem Orçamento do Estado aprovado na atual legislatura; o último, de 2023, continua em vigor por prolongamento. O PSOE depende de uma geringonça de oito partidos para aprovar leis.
Carlos Cuerpo será o “número dois” do Governo de Pedro Sánchez, com o ministro a ocupar o cargo de vice-presidente. A nomeação acontece após a saída de María Jesús Montero, que vai liderar a candidatura socialista às eleições regionais da Andaluzia. A declaração foi feita hoje pelo chefe do Governo, em Madrid, a partir da Moncloa.
Cuerpo passa a ser o primeiro vice-presidente, tornando-se o primeiro homem a ocupar o posto desde 2018, quando o socialista PSOE chegou ao poder. O anúncio confirmou ainda Arcadi España como novo ministro das Finanças, até agora secretário de Estado de Política Territorial. Montero deixa o Governo após oito anos no cargo.
Alterações no Governo
María Jesús Montero anunciou que a mudança permite apresentar, nas próximas semanas, a proposta de Orçamento do Estado, ainda por aprovar pela Câmara. O Governo não tem orçamento aprovado para a legislatura, mantendo o orçamento de 2023 com prazos de vigência prolongados.
O último Orçamento aprovado pelo Parlamento foi o de 2023, apresentado em dezembro de 2022. Desde então, o Governo não conseguiu obter apoio suficiente para aprovar um novo documento financeiro, contando com uma aliança de oito partidos para aprovar leis.
Pedro Sánchez destacou o papel de Montero na gestão das finanças, elogiando o desempenho económico e a mobilização de fundos europeus. A retirada de Montero permite reorganizar a liderança económica do Executivo.
Contexto político e eleições na Andaluzia
As eleições regionais da Andaluzia estão marcadas para 17 de maio, conforme anúncio do atual presidente autonómico, Juanma Moreno, do PP. O PP tem conseguido vitórias regionais recentes, com cenários de maior competição para o PSOE.
Historicamente, a Andaluzia foi um bastião do PSOE, mas em 2018 o partido perdeu o governo para uma coligação de direita, enquanto em 2022 o PP conquistou maioria absoluta. A região tem papel estratégico na política espanhola.
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