- O Irão rejeitou na quarta-feira o plano americano de cessar-fogo de 15 pontos e não aceitou as condições propostas pelos EUA.
- Teerão afirmou que o fim da guerra ocorrerá quando o Irão decidir, não conforme o que Trump prevê.
- O plano incluía alívio de sanções, retrocesso do programa nuclear, limites aos mísseis e a reabertura do Estreito de Ormuz.
- O Irão intensificou ataques contra Israel e Estados do Golfo, incluindo um incêndio no Aeroporto Internacional do Kuwait.
- Mediadores, em conjunto com Paquistão e Egito, consideram possíveis conversações presenciais entre as partes, com EUA mencionando participantes como Steve Witkoff, Jared Kushner, Marco Rubio e JD Vance; não está claro quem no Irão negociaria.
O Irão rejeitou na quarta-feira um plano de cessar-fogo dos EUA, anunciando que não aceita os 15 pontos propostos e mantendo a ofensiva contra Israel e o Golfo. Teerão afirmou que só terminará a guerra quando assim o decidir, não segundo previsões de Washington.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano e a agência oficial de televisão sinalizaram a rejeição, descrevendo o plano como insuficiente para pôr fim à guerra e afirmando que o Irão define as condições de desfecho. Não houve confirmação de abertura para negociações diretas.
Paralelamente, o Irão intensificou os ataques contra Israel e países do Golfo, num contexto de tensão regional elevada. Um dos ataques provocou um grande incêndio no Aeroporto Internacional de Kuwait, relatam fontes locais.
Desdobramentos e contexto
O jornalismo de fontes internacionais descreve que o plano discutido incluía alívios de sanções, limites aos mísseis, reduções no programa nuclear e a reabertura do Estreito de Ormuz. Paquistão e Egipto citaram pontos que envolviam condições para retomar negociações diplomáticas.
Autoridades egípcias e paquistanesas indicam que pode haver negociações presenciais entre o Irão e os EUA, possivelmente já em Paquistão. O governo dos EUA mencionou que as conversações estavam em curso, sem indicar interlocutores iranianos.
O porta-voz iraniano afirmou que o Irão mantém cautela em relação aos EUA, recordando episódios de confrontos diplomáticos anteriores. Não foram detalhadas as figuras com autoridade para negociar ou quem aceitaria dialogar no regime iraniano.
Entre na conversa da comunidade