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Projeto de lei do Chega para revisão dos TVDE rejeitado na AR

Projeto de lei do Chega para TVDE, que previa certificado de domínio de português, foi rejeitado pela Assembleia da República

TVDE
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  • O Projeto de Lei n.º 465/XVII/1.ª do Chega para rever o regime da atividade TVDE foi rejeitado na AR, com votos contra do PS, Bloco de Esquerda e Iniciativa Liberal e abstenção de PSD, CDS-PP e PCP.
  • O Chega propõe que os motoristas tenham um certificado de domínio funcional de português como requisito para exercer a atividade TVDE e altera a designação da atividade, removendo referências à descaracterização dos veículos.
  • Propõe também permitir publicidade nos veículos de TVDE, interior ou exterior, como forma de compensar parte dos custos da atividade.
  • O projeto aponta que o preço do serviço TVDE deve refletir o serviço desde a aceitação do transporte até o abandono pelo utilizador, e prevê vigilância dos veículos por circuito fechado de televisão.
  • Em paralelo, foram apresentados projetos de PSD e CDS-PP para alterar a Lei 45/2018; o PSD avança com cerca de vinte mudanças, incluindo integração com o setor de táxis e ligação obrigatória a uma base de dados do IMT, com apoio da IL, e críticas do setor.

O Projeto de Lei n.º 465/XVII/1.ª do Chega, que visava revisar o regime jurídico da atividade TVDE, foi rejeitado na Assembleia da República nesta sexta-feira. A votação contou com votos contra do PS, Bloco de Esquerda e Iniciativa Liberal, e abstenção do PSD, CDS-PP e PCP. A proposta propunha, entre outras medidas, obrigar motoristas a ter certificado de domínio funcional de português para prestar serviço no setor.

Entre alterações propostas, o Chega defendia mudar a designação da atividade e admitir publicidade nos interiores e exteriores das viaturas TVDE como forma de compensar custos. O partido também aponta o uso de um certificado de domínio do português e a necessidade de comunicação em português para todos os motoristas.

A discussão acompanha um movimento mais amplo na comissão de Infra­estruturas, Mobilidade e Habitação, onde já tinham sido baixados seus diplomas irmãos do PSD e CDS-PP para alterar a Lei 45/2018. O PAN e IL viram os seus textos rejeitados.

Em concreto, o Chega pretende que os preços do serviço reflitam o início da prestação desde a aceitação do pedido até ao fim da viagem, com a inclusão de um circuito de televisão nos veículos para vigilância. O projeto também defende publicidade como remuneração parcial da atividade.

Paralelamente, o PSD apresentou a linha com mais alterações, buscando modernizar o enquadramento legal face à evolução tecnológica. A proposta prevê cerca de 20 alterações estruturais, incluindo a possibilidade de veículos serem registados como táxis e TVDE, conforme necessidade.

A IL apoia maior fiscalização e segurança, mas o setor do táxi é cauteloso quanto à integração com o TVDE. Destaques incluem o uso de selos holográficos, código QR e um botão de pânico obrigatório, bem como a ligação em tempo real das plataformas à base de dados do IMT.

Os diplomas discutidos em geral abordam a fiscalização, a cooperação entre plataformas e operadores, e o papel de utilizadores e taxistas. Ainda não há data marcada para a votação na generalidade de todas as propostas.

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