- Viktor Orbán vetou o empréstimo de 90 mil milhões de euros da União Europeia à Ucrânia, levando líderes a condenarem o gesto como inaceitável e a Costa a reiterar que ninguém pode chantagear o Conselho Europeu.
- Costa afirmou que o empréstimo será pago conforme acordado em dezembro, mesmo com o veto mantido por Orbán, enquanto a cimeira procurava manter a posição comum da UE.
- Alergias sobre o oleoduto Druzhba: a Ucrânia trabalha para reparar o gasoduto com uma inspeção da UE, após a Hungria e a Eslováquia terem exigido garantias de segurança, apesar das reservas de Zelenskyy sobre o restabelecimento do trânsito de petróleo russo.
- Obvios atritos entre lideranças: Merkel, Macron e outros chefes de governo criticaram Orbán, chamando a retórica de exploração eleitoral; von der Leyen confirmou o acordo de dezembro, enquanto o veto persiste.
- O episódio coloca em risco a credibilidade das instituições da UE e a liderança de topo, com Costa a sublinhar que a situação ameaça a autoridade dos dirigentes e o funcionamento da UE, especialmente num momento de eleições na Hungria.
Numa reunião de gestão da União Europeia em Bruxelas, Viktor Orbán manteve o veto ao empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, aprovando assim um quebra de acordo com as autoridades comunitárias. A decisão manteve-se mesmo diante das críticas mais fortes já ouvidas aos chamados de financiamento externo.
Líderes europeus reagiram de forma unida, denunciando o veto como inaceitável face ao compromisso assumido em dezembro. António Costa, presidente do Conselho Europeu, ganhou destaque ao afirmar que ninguém pode chantagear as instituições da UE e que o empréstimo deverá ser pago conforme o acordo.
Costa reforçou que a credibilidade das instituições está em jogo, ao mesmo tempo que reconheceu pressão sobre o Gasoduto Druzhba. A diplomacia procurou desviar a retórica para evitar que o conflito eleitoral em Budapeste contamine a coordenação europeia.
Reações no auditório europeu
Durante o encontro, políticas de vários países criticaram a posição de Orbán, com o chanceler alemão, o presidente francês e outros líderes a exigir que se honre o acordo de dezembro. Bruxelas confirmou que a inspeção externa ao Druzhba foi autorizada pela Ucrânia, com apoio financeiro da UE para reparos.
O veto levanta questões sobre a segurança energética na região, já que a Rússia continua a bombardear infraestruturas críticas. Ucrânia, por sua vez, mantém a perceção de que as alegações húngaras não têm fundamento, enquanto Zelenskyy não alterou a posição pública sobre o tema.
Situação no Druzhba e implicações
O debate envolveu ainda a intervenção para inspecionar o gasoduto e a promessa de financiamento pela UE para os reparos. Orbán, por sua vez, afirmou que a Hungria não concede financiamento sem garantias de trânsito seguro, repetindo acusações sobre sabotagem ucraniana.
A tensão cresceu com a aproximação das eleições húngaras, que intensificam a retórica do governo no sentido de explorar a crise energética para influenciar o voto. Outros líderes sugeriram que mudanças de governo na Hungria não devem ser tratadas como objetivo de política externa da UE.
Perspectivas e próximos passos
A cimeira manteve o foco na cooperação entre Estados-Membros e na necessidade de cumprir acordos, independentemente de pressões políticas internas. A UE reiterou o compromisso com a aplicação do financiamento acordado, enquanto trabalha para manter a unidade diante de obstáculos diplomáticos.
António Costa reiterou, em análise de bastidores, que as condições do veto dificilmente se alinham com a prática da União. A comunidade internacional observa de perto a evolução, dado o impacto potencial no apoio à Ucrânia e na estratégia energética europeia.
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