- Zelensky afirmou, na cimeira do Conselho Europeu, que a Rússia não deve regressar às negociações de paz em posição de força.
- O presidente ucraniano disse ter recebido sinais dos Estados Unidos de que as negociações de paz podem recomeçar brevemente.
- Pediu uma data clara para a adesão da Ucrânia à União Europeia, argumentando que isso impede o bloqueio russo ao processo.
- Criticou o facto de o 20.º pacote de sanções da UE não ter sido aprovado e disse que a posição dos EUA, ao levantar temporariamente sanções ao petróleo russo, aumenta o orçamento de guerra de Putin.
- Reiterou que o empréstimo de 90 mil milhões de euros da UE à Ucrânia é crítico e permanece bloqueado pela Hungria, em meio a tensões na cimeira sobre energia, Médio Oriente e o oleoduto Druzhba.
Volodymyr Zelensky afirmou aos líderes da União Europeia que a Rússia não deve regressar às negociações de paz em posição de força e insistiu numa data de adesão de Kiev à UE. O discurso foi feito por videoconferência, na cimeira do Conselho Europeu, com transmissão nas redes sociais do Presidente ucraniano.
Segundo Zelensky, os sinais recebidos dos Estados Unidos indicam que as negociações podem recomeçar brevemente. O chefe de Estado ucraniano advertiu que, para isso, é crucial evitar que a Rússia entre na mesa com a percepção de ter vantagem. A meta é que a Rússia reconheça a pertença europeia da Ucrânia e não consiga bloquear o caminho de adesão.
O Presidente destacou a necessidade de reformas internas e de uma data concreta para a adesão, argumentando que tal compromisso fortalece a confiança externa. Refletiu ainda sobre diferenças no processo de decisão europeia e a importância de uma resposta unificada para a adesão de Kiev.
Contenção de riscos e arsenal diplomático
Zelensky alertou para fatores que podem favorecer a posição russa, incluindo a guerra no Médio Oriente, que pode impactar o preço da energia e a disponibilidade de sistemas de defesa antiaérea. A situação externa, segundo ele, pode influenciar as negociações futuras.
O líder ucraniano criticou o atual bloco de sanções da UE e a gestão norte-americana de petróleo russo, apontando impactos financeiros no orçamento de guerra da Rússia. Alega-se que o endurecimento das sanções poderia aumentar a pressão sobre Moscovo, enquanto a permissão de venda de petróleo em trânsito beneficia o Estado russo.
Paralelamente, o tema financeiro ganhou destaque na cimeira, com o empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia em debate. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, manteve a oposição à liberação dos fundos, citando questões ligadas com o petróleo. A UE discute a melhor forma de sustentar Kiev sem comprometer condicionalidades.
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