- Nicolas Sarkozy foi condenado em primeira instância a cinco anos de prisão por conspiração criminosa e já foi preso, sendo libertado sob controlo judicial três semanas depois.
- Nesta terça-feira, na abertura do recurso em Paris, o ex-presidente reafirmou a sua inocência e afirmou não ter cometido qualquer ato de corrupção.
- O caso envolve alegado financiamento da Líbia à campanha presidencial de 2007, com suspeitas de um pacto de corrupção com o regime de Muammar Kadhafi, sobre o qual Sarkozy sempre contestou as acusações.
- Os juízes consideraram que houve envio de seis milhões e meio de euros pela Líbia em 2006, mas que não existiam provas suficientes de que o dinheiro tenha ficado depositado nas contas da campanha; também entenderam que Sarkozy permitiu contactos de duas pessoas próximas com autoridades líbias.
- O julgamento deve prolongar-se até 3 de junho, com a decisão a ser anunciada no outono.
Nicolas Sarkozy reafirmou a sua inocência na abertura do recurso, em Paris, no processo de financiamento da Líbia. O antigo presidente francês enfrenta, em primeira instância, uma condenação de cinco anos de prisão. O julgamento do recurso começou na segunda-feira, com Sarkozy entre os dez arguidos.
O processo enquadra-se num vasto caso político-financeiro iniciado em 2011, no qual a justiça investiga um alegado pacto de corrupção com regime de Muammar Kadhafi para apoiar a campanha presidencial de 2007. Sarkozy sustenta que as acusações são infundadas.
Na terça-feira, o ex-chefe de Estado reiterou ser inocente e negou qualquer ato de corrupção direta ou indireta. O recurso reveste-se de grande importância para o futuro judicial e político de Sarkozy.
O caso envolve uma condenação anterior a cinco anos de prisão por conspiração criminosa, tornando Sarkozy o primeiro ex-chefe de Estado francês a ser detido. Em outubro foi levado para a prisão de La Santé e libertado três semanas depois, sob controlo judicial.
A ênfase do processo recai sobre a alegação de financiamento da campanha de 2007 pela Líbia, contudo os juízes mantiveram dúvidas sobre a prova de que o dinheiro teria sido depositado nas contas da campanha. Foi considerado que o envio de 6,5 milhões de euros em 2006 teve correlação, mas não comprovou o depósito.
Desdobramentos do caso
Os tribunais entenderam que Sarkozy permitiu que Claude Guéant e Brice Hortefeux contactassem autoridades líbias, atividade ocorrida em encontros discretos no final de 2005, na Líbia, com um colaborador próximo de Kadhafi.
O julgamento está previsto prolongar-se até 3 de junho, com a decisão a ser anunciada no outono. A conclusão dependerá do veredito do tribunal parisiense sobre as acusações apresentadas.
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