- O primeiro-ministro Luís Montenegro disse que assumirá a responsabilidade pelos resultados da concentração de urgências de obstetrícia em urgências regionais.
- Montenegro acusou as oposições de negativismo e de não distinguir o escrutínio do Governo do sucesso do país.
- Em debate no parlamento, criticou declarações anteriores de António Costa e Fernando Araújo que corroboravam a posição do Governo atual.
- Garantiu que a solução atual, a 15 km de distância, funciona muito melhor e pediu humildade para avaliar o resultado, prometendo assumir responsabilidade se falhar.
- Defendeu a revisão da legislação laboral, questionando se é possível aumentar o salário mínimo nacional e o salário médio, apelando à capacidade de Portugal e dos trabalhadores para alcançar esse objetivo.
O primeiro-ministro assumiu, nesta quarta-feira, a responsabilidade pelos resultados da concentração de urgências de obstetrícia e criticou o negativismo das oposições, apontando a incapacidade de distinguir entre escrutínio ao Governo e o sucesso do país. A afirmação ocorreu durante o debate quinzenal no parlamento.
Montenegro disse que o Governo tem de responder pelos efeitos da decisão, positiva ou negativa, sobre o serviço público. Afirmou que a solução, a 15 km do local anterior, funciona melhor, apesar de reconhecer dúvidas iniciais sobre o encerramento da urgência que servia Espinho.
O líder do PSD, Hugo Soares, questionou a decisão de concentrar várias urgências regionais e citou declarações de altos responsáveis, defendendo que o Governo confirmou a posição com evidências. A resposta manteve o tom de defesa da medida.
Durante o debate, Montenegro mencionou episódios económicos passados, referindo descrições de críticas ao programa fiscal. Garantiu que as descidas de impostos não geraram défice, e afirmou que o Governo continua a seguir o caminho de estabilização orçamental, apesar de impactos externos.
O chefe do Governo reforçou a defesa da revisão da legislação laboral, sustentando que o país pode crescer mais com salários médios mais elevados. Questionou os deputados sobre a capacidade de aumentar o salário mínimo e o rendimento médio nacional, respondendo afirmativamente.
A intervenção incluiu ainda a defesa de que o Governo está a assegurar o equilíbrio das contas públicas, apesar de turbulências externas, como o aumento de conflitos regionais e choques económicos. A retórica manteve o foco na execução orçamental e nas metas de política económica.
Em tom de encerramento da intervenção, Montenegro destacou que o Governo continuará a defender a agenda de reformas estruturais, incluindo a legislação laboral, e pediu humildade para observar os resultados que se esperam com as medidas implementadas.
Nuno Melo, ministro da Defesa e líder do CDS-PP, foi elogiado por ambas as partes pela celebração do seu 60º aniversário.
Entre na conversa da comunidade