- O ministro da Coesão Territorial indicou que foram pedidos 26 mil apoios para reconstrução de habitações, no valor de 150 milhões de euros.
- O número de processos indeferidos é relevante e há abusos identificados, como casais a pedir para a mesma casa ou condóminos sob o mesmo telhado.
- O Governo não atribui culpas aos autarcas pela demora, mas admite que o ritmo das avaliações não é satisfatório e que alguns problemas atrasam os pagamentos.
- Em relação às empresas, estão contratados ou em contratação apoios para 5.500 empresas, no total de 1.222 milhões de euros.
- Pelo menos 19 pessoas morreram devido às depressões Kristin, Leonardo e Marta; as regiões mais afetadas foram centro, lisboa e vale do tejo e alentejo.
O ministro da Coesão Territorial afirmou, nesta quarta-feira, que têm existido abusos nos pedidos de apoio à reconstrução de habitações danificadas pelas tempestades Kristin, Leonardo e Marta. O total de pedidos ascende a 26 mil, no valor de 150 milhões de euros.
Manuel Castro Almeida sublinhou que o número de processos indeferidos é relevante e elogiou o trabalho das câmaras municipais. Afirmou ainda que alguns pedidos configuram abuso, e que não haverá pagamento de todas as solicitações.
Segundo o ministro, há requerentes que abusam do sistema, incluindo casais a pedir pela mesma habitação ou condóminos a pedir por um único telhado. O município é considerado o nível certo para detetar estas situações.
Situação atual das ajudas para habitações
Castro Almeida disse que não pode haver pagamentos indevidos, reforçando a necessidade de comunicar à CCDR quais apoios estão em condições de atribuição. Não pretende responder a um inquérito demorado.
Para as empresas, o Governo indicou que o andamento é positivo, com 5.500 empresas apoiadas ou em avaliação, num montante de 1.222 milhões de euros. Os números apontam para uma diferença entre habitações e empresas.
O ministro rejeitou atribuir culpas aos autarcas pela morosidade nas avaliações. Defendeu que houve uma sobrecarga para as autarquias, o que atrasou o processo.
Foi referida a criação de um sistema mais rápido, com simplificação de procedimentos, mantendo a participação das câmaras municipais na avaliação. O Governo mobilizou técnicos para apoiar as autarquias.
Na prática, 751 técnicos encontravam-se inscritos numa plataforma na altura da audiência, com mais de 400 já a trabalhar no terreno. A rede visa apoiar a avaliação dos danos nas zonas afetadas.
Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde o início de janeiro, associadas às depressões Kristin, Leonardo e Marta. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais atingidas.
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