- O Parlamento Europeu aprovou um relatório que defende redistribuição dos fluxos turísticos, promovendo regiões menos visitadas e regulando os excessos nos destinos.
- O documento recorda que 80% dos turistas se deslocam aos mesmos 10% de locais a nível global.
- Propõem mecanismos para reforçar as ligações por ar, mar e terra a essas regiões, incluindo apoio ao leasing de veículos elétricos e infraestruturas de carregamento.
- Sugerem ampliar a oferta de comboios noturnos transfronteiriços e criar um sistema de bilhetes conjunto que integre serviços ferroviários, aéreos e marítimos.
- Recomenda limitar o arrendamento de curta duração, com noites máximas ou regimes de autorização, ponderando ainda a implementação de uma taxa ecológica; o relatório é apenas uma recomendação não vinculativa à Comissão Europeia.
O Parlamento Europeu aprovou um relatório que defende a redistribuição dos fluxos turísticos, propondo medidas para promover regiões menos visitadas e regular excessos nos destinos. O texto foi votado numa sessão plenária em Bruxelas.
O documento recorda que 80% dos turistas se deslocam aos mesmos 10% de destinos a nível global. Os eurodeputados defendem que a economia local se beneficie com novas opções fora das zonas habituais de maior concentração.
Gastronomia, vinho, património cultural, ciclismo e turismo regenerativo são apontados como caminhos para abrir oportunidades a destinos emergentes e prolongar viagens para lá das épocas altas, gerando receitas adicionais.
Medidas propostas
Para alcançar o objetivo, é sugerido um mecanismo de apoio que fortaleça ligações por ar, mar e terra até essas regiões. A ideia é facilitar o acesso e a conectividade entre os destinos menos explorados.
Entre as medidas está o apoio ao leasing de veículos elétricos e à rede de infraestrutura de carregamento, bem como o reforço de comboios noturnos transfronteiriços. Propõe-se ainda um sistema de bilhetes conjunto que integre serviços ferroviários, aéreos e marítimos.
Foram apresentadas indicações para mitigar o impacto do turismo excessivo, incluindo a regulação dos arrendamentos de curta duração. Os eurodeputados defendem medidas para evitar a perda de autenticidade e problemas de habitação local.
Os autores do relatório também propõem a limitação do número de noites de estada dos visitantes ou regimes de autorização para residentes locais, com o objetivo de equilibrar comunidades e oferta turística.
Foi considerada ainda a criação de uma taxa ecológica, já aplicada em algumas cidades, destinada a financiar projetos que beneficiem moradores e o ambiente.
O relatório não é vinculativo nem possui força de lei, funcionando apenas como recomendação à Comissão Europeia.
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