- Viktor Orbán prosseguiu a campanha na Hungria, discursando em Eger numa paragem rural, com cerca de vinte e cinco minutos de discurso e sem direito a perguntas.
- Os assistentes revelaram dúvidas sobre mudanças de salários e valorização dos trabalhadores, apontando a persistência de promessas de quatro em quatro anos.
- O tema do apoio aos trabalhadores ficou destacado, incluindo a ressalva de que o povo associa confiança no trabalho às ações governamentais, não apenas a Orbán.
- Na retórica de campanha, Orbán afirmou ser melhor ter trabalho físico e trabalhadores honestos do que depender de mentes desocupadas, e reiterou medidas como o 13.º mês de reforma para idosos e o prometido 14.º mês, além de cortes fiscais para famílias.
- A discussão incluiu a posição sobre a guerra Rússia-Ucrânia, mantendo a rejeição da Hungria ao envolvimento direto e críticas ao papel do oleoduto Amizade; a UE continua a enfrentar conflitos sobre apoio financeiro e financiamento a Kyiv.
Viktor Orbán prossegue a campanha na Hungria, com a segunda paragem rural em Eger, onde milhares de apoiantes o aguardavam. O evento, de cerca de 25 minutos, não contemplou perguntas do público.
A visita decorreu na Praça Dobó, no centro de Eger, numa deslocação que já tinha acontecido em Kaposvár. O discurso foi repetido, sem espaço para intervenção de jornalistas ou críticos presentes.
Na reação do público, cruzaram-se vozes que questionaram se haverá valorização dos trabalhadores, aumentos salariais e limites à entrada de mão de obra estrangeira. A maioria manteve a ideia de confiança no governo.
Entre os adeptos, um homem com laços ao Fidesz afirmou que a família prospera graças ao presidente e ao seu governo, defendendo a eficácia das medidas já implementadas para trabalhadores e jovens.
O governo tem promovido benefícios económicos no período pré-eleitoral, com aumentos do salário mínimo e um 13º mês de pensão prometido, num quadro de cortes fiscais para funcionários públicos.
As minhas de algumas vozes locais apontam para uma continuidade de políticas públicas, mesmo diante de défices e dívida pública estimada pela Fitch e Standard & Poor’s como desafios macroeconómicos a gerir após as eleições.
A campanha de Orbán mantém o foco no trabalho, afirmando que a promoção do emprego e o reforço do salário mínimo fortalecem o país face a uma eventual mudança de governo.
Do outro lado, o adversário Péter Magyar, líder do Partido Tisza, percorre também zonas rurais há anos, destacando uma diferença de abordagem entre as candidaturas sem, contudo, deixar de reconhecer a relevância do eleitor rural.
O tema da guerra permanece sensível: Orbán afirma manter a Hungria afastada de conflitos, criticando o que chama de pressão externa e defendendo a ligação com o oleoduto Druzhba, ao mesmo tempo que resulta de controvérsia com a UE sobre financiamento e ajustes.
A Comissão Europeia tem acordos com a Ucrânia para apoio técnico ao oleoduto, em contexto de tensões com o gasóleo e com o conflito no leste europeu, sinalizando uma possível mudança de cenário económico no país.
Em conjunto, o Fidesz continua a sustentar que as reformas auxiliam trabalhadores menos qualificados, enquanto a oposição tenta consolidar a perceção de mudança antes das eleições legislativas, marcadas para abril.
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