- Luís Carlos Esteves é o quinto defensor oficioso de José Sócrates na Operação Marquês, nomeado pela Ordem dos Advogados.
- Esteves já tinha atuado no caso, tendo representado o antigo motorista João Perna no primeiro dia de julgamento.
- O colectivo de juízas concedeu apenas dez dias aos novos advogados para se inteirarem da operação, o que levou vários a renunciar aos mandatos.
- Sócrates criticou publicamente uma proposta legislativa do PSD para suspender prazos de prescrição quando há substituição de advogado, alegando que não é ele quem retarda o processo.
- A notícia associa as renúncias à pressão temporal imposta aos advogados de defesa e às mudanças no universo de representantes oficiosos.
A defesa de José Sócrates, antigo primeiro-ministro, ganhou um novo elemento. Luís Carlos Esteves foi nomeado como advogado oficioso, quinto a assegurar a defesa no âmbito da Operação Marquês. A nomeação segue o padrão da Ordem dos Advogados, que atribui estes agentes aos arguidos.
Esteves já tinha participado no processo, tendo estado presente no julgamento inicial no Campus da Justiça, em Lisboa, para representar o motorista de Sócrates, João Perna, em defesa oficiosa. A experiência anterior no caso facilita a integração no acompanhamento processual.
A designação ocorre num contexto em que o colectivo de juízas tem, para alguns advogados, imposto um prazo curto de intelecção da matéria. A renovação de representantes tem levado à renúncia de vários defensores ao longo do processo.
José Sócrates reagiu publicamente, criticando a sugestão de que o atraso na preparação da defesa seja deliberado. A defesa sustenta que a mudança de advogados resulta de renúncias por parte dos profissionais, não de manobras para atrasar o processo. A notícia é apurada pelo Público.
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