- O governo dos Estados Unidos indicou a Cuba que o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, deve deixar o cargo, segundo reportaram quatro fontes ao The New York Times.
- Se Cuba aceitar, seria a primeira grande reviravolta nas negociações entre os dois países, que ainda discutem o futuro económico de Cuba.
- Os EUA veem a saída de Díaz-Canel como uma forma de abrir espaço para mudanças económicas estruturais, que o presidente cubano provavelmente não apoiaria.
- A medida daria a Donald Trump uma vitória simbólica junto do público, ao derrubar um líder de um governo de esquerda com historial de oposição aos EUA.
- As negociações norte-americanas concentram-se numa abertura gradual da economia cubana a empresários e empresas americanas; o governo cubano não comentou o assunto. Díaz-Canel tem 65 anos e está no poder desde 2018, com mandato até ao final de dois anos.
O governo dos EUA, sob a administração de Donald Trump, pediu a Cuba que o presidente Miguel Díaz-Canel deixe o cargo. A proposta surge no âmbito das negociações entre os dois países sobre o futuro político e económico de Cuba.
Segundo informações veiculadas pelo The New York Times, as autoridades americanas sinalizaram aos negociadores cubanos que a saída de Díaz-Canel seria condicionante para avanços nas conversas, mas deixaram nas mãos de Cuba os próximos passos.
Fontes citadas pelo jornal indicam que a saída do líder cubano poderia abrir espaço a mudanças estruturais na economia, com possível aumento da presença de empresários estrangeiros, sobretudo americanos, no país.
Entre os objetivos da parte norte-americana, estaria afastar dirigentes mais ligados às ideias de Fidel Castro, mantendo o governo cubano no poder apenas como um bloco que negocia reformas com Washington.
Do lado cubano, as autoridades até o momento não comentaram oficialmente o tema. Díaz-Canel, de 65 anos, governa Cuba desde 2018 e preside o Partido Comunista. O mandato presidencial termina daqui a dois anos.
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