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Gerry Adams, antigo líder irlandês, nega ligação ao IRA

Gerry Adams nega ligação ao IRA em depoimento escrito; processo por danos simbólicos de uma libra envolve vítimas de ataques em Londres e Manchester

Foto: Andy Rain/EPA
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  • Gerry Adams, de 77 anos, negou em depoimento escrito qualquer ligação ao IRA, incluindo planeamento, preparação ou execução de ataques.
  • O processo foi movido por três vítimas, feridas em Londres e Manchester, que alegam que Adams integrava a liderança do IRA e pedem uma indemnização simbólica de uma libra.
  • Adams afirmou ao Tribunal Superior de Londres que nunca foi membro do IRA nem exerceu qualquer função de comando ou controlo, e desconhece a estrutura interna do grupo.
  • Testemunhos apresentados em tribunal contradizem a versão de Adams, com o coronel britânico Richard Kemp a afirmar possuir informação que o identifica como figura proeminente do IRA, e Shane Paul O’Doherty a corroborar que Adams era líder sénior.
  • O IRA conduziu uma campanha armada entre 1969 e 1998 para pôr fim ao controlo britânico na Irlanda do Norte; o Acordo de Sexta-Feira Santa, em 1998, pôs fim à luta armada, que foi formalmente encerrada pelo IRA em 2005.

Num depoimento escrito, Gerry Adams, antigo líder do Sinn Féin, negou ter participado no planeamento, preparação ou execução de ataques atribuídos ao IRA. O processo decorre no Tribunal Superior de Londres.

A ação foi movida por Jonathan Ganesh, John Clark e Barry Laycock, feridos em atentados em Londres e em Manchester. Os autores alegam que Adams integrava a liderança do IRA, incluindo o Conselho do Exército, e procuram uma indemnização simbólica de uma libra.

Adams afirmou ao juiz que nunca foi membro do IRA nem teve funções de comando na organização. Suspeita de ligação contínua foi rejeitada pelo ex-político, que também disse desconhecer a estrutura interna do grupo.

Testemunhos contradizem a defesa

Durante o proceedings, testemunhos de terceiros indicaram outra visão. O coronel britânico Richard Kemp indicou ter evidência que apontava Adams como figura proeminente do IRA, o que contraria a versão apresentada pelo antigo líder.

Na mesma linha, Shane Paul O’Doherty, ex-membro do IRA, declarou recentemente que Adams era um dos líderes seniores da organização, acrescentando peso aos relatos em tribunal.

O IRA manteve uma campanha armada entre 1969 e 1998 com o objetivo de pôr fim ao controlo britânico na Irlanda do Norte e promover a reunificação. O conflito terminou com o Acordo de Sexta-Feira Santa, em 1998, e a suspensão da luta armada anunciada pelo IRA em 2005.

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