- Os Emirados Árabes Unidos fecharam temporariamente o espaço aéreo de Abu Dhabi para responder a ameaças de mísseis e drones do Irão, com a situação a estabilizar e voos a reabrir em seguida.
- Um ataque de drones provocou um incêndio num parque de tanques de petróleo em Fujairah, perto do Golfo de Omã, diante do qual foram emitidos alertas de mísseis aos residentes do Dubai.
- Israel anunciou nova ofensiva militar contra Teerão e intensificou ataques contra alvos do Hezbollah no Líbano, num contexto de 18 dias consecutivos de guerra.
- O Estreito de Ormuz manteve-se vulnerável, com impactos nos fluxos comerciais e nos preços do petróleo, que se mantiveram elevados.
- O presidente norte-americano pediu ajuda a aliados para patrulhar o Ormuz, dizendo que vários países se mostram dispostos, embora sem compromissos imediatos.
Ao início do 18º dia de conflito, os Emirados Árabes Unidos anunciaram que as defesas aéreas intercetaram disparos vindos do Irão. O espaço aéreo foi temporariamente encerrado, em resposta a ameaças de mísseis e drones, mas mais tarde reabriu, com a situação a estabilizar-se. Bombas não detetadas, segundo as autoridades, não resultaram em feridos conhecidos até ao momento.
Explosões foram ouvidas sobre Dubai durante a madrugada de terça-feira, na sequência de tentativas de intercetar ataques iranianos. Paralelamente, Israel intensificou ataques, afirmando iniciar uma vaga de ações de grande escala em Teerão e reforçar alvos do Hezbollah no Líbano. Israel sustenta que dois mísseis iranianos chegaram à região.
Situação no Golfo e impactos no comércio
As ofensivas ocorrem num contexto de receios de crise energética global. O estreito de Ormuz continua a atrair atenções, após ataques a navios comerciais que reduziram o tráfego e elevaram os preços do petróleo. O Brent rondava os 100 dólares por barreil, com subida de cerca de 40% face ao início do conflito.
Trump pediu aos aliados navios de guerra para manter o Ormuz aberto, mas sem compromissos imediatos. O Presidente norte-americano afirmou que vários países já sinalizaram disponibilidade, enquanto advertiu para possíveis consequências se a NATO não agir de forma coordenada. Países europeus têm sido cautelosos quanto aos objetivos da guerra.
Reação internacional e projeções
A Organização dos Países Exportadores de Energia e a UE estudam medidas para conter os efeitos no abastecimento. Fatih Birol, da Agência Internacional de Energia, indicou reservas adicionais de 1,4 mil milhões de barris entre os países membros, para além de 400 milhões de barris já libertados. A União Europeia considera missões navais adicionais para proteger navios no Estreito de Ormuz.
Iranianos, por seu lado, insistem que o Estreito continua aberto para a maioria dos países, excluindo os Estados Unidos, Israel e aliados. Teerão rejeita qualquer intenção de encerrar negociações, mantendo a posição de que o canal permanece acessível, salvo para determinadas potências.
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