- O peso do voto em Lisboa ou no Porto é maior do que no interior, refletindo centralismo em Portugal.
- Carlos Tavares, presidente da Associação Círculo de Estudos do Centralismo, afirma que a descentralização não resolve o problema porque muitas decisões exigem uma escala que os municípios não têm.
- Os processos de fusão de autarquias são considerados difíceis, segundo o responsável.
- Tavares participa numa conferência da associação, organizada em parceria com a Faculdade de Economia da Universidade do Porto, dedicada ao centralismo, às assimetrias e ao desenvolvimento do território.
Carlos Tavares afirma que a descentralização não resolve o centralismo em Portugal, porque muitas decisões requerem uma escala que os municípios não possuem e programas de fusão são difíceis de concretizar. A análise integra uma conferência dedicada ao tema.
O presidente da Associação Círculo de Estudos do Centralismo, ex-ministro da Economia, destacou que o peso do voto privilegia os grandes centros. Lisboa e o Porto têm influência maior na composição da Assembleia da República do que regiões interiores.
A conferência realiza-se nesta terça-feira, organizada pela Associação em parceria com a Faculdade de Economia da Universidade do Porto. O objetivo é analisar o centralismo, as assimetrias e o desenvolvimento territorial.
Segundo a análise apresentada, a descentralização por si só não impede desequilíbrios regionais, pois algumas políticas exigem escala que os municípios não atingem. O setor público não é o único alvo de mudança necessária.
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