- O PS pediu o adiamento da entrega de candidaturas e das eleições para os órgãos externos da Assembleia da República, pedindo nova calendarização para a próxima conferência de líderes.
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- O prazo para candidaturas terminava esta segunda-feira e as eleições estavam marcadas para 1 de abril; o presidente da Assembleia da República deve ouvir os restantes partidos se o adiamento for aceito.
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- Os adiamentos já estão a ocorrer pela sexta vez desde o início da legislatura, devido à falta de acordo entre PSD, PS e Chega.
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- Entre os órgãos em causa estão o Conselho de Estado, Tribunal Constitucional e Provedor de Justiça, além de outros conselhos superiores; alguns cargos exigem maioria de dois terços.
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- A composição atual na Assembleia: PSD tem 89 deputados, Chega 60, PS 58; a atribuição do quinto mandato do Conselho de Estado pode depender de alianças e votos adicionais.
O PS pediu esta segunda-feira o adiamento da entrega de candidaturas para os órgãos externos do Parlamento, entre os quais o Conselho de Estado, e também o adiamento das eleições marcadas para 1 de Abril. A proposta visa levar o tema de volta à conferência de líderes.
Segundo fonte parlamentar, o presidente da Assembleia da República deverá pedir aos restantes partidos que se pronunciem sobre a calendarização renegociada. O pedido acontece num momento em que o prazo para apresentação de listas já tinha expirado e as votações estavam previstas para o início de abril.
Caso seja aceite, será a sexta prorrogação desde o início da legislatura, em Junho do ano passado, motivada pela ausência de acordo entre PSD, PS e Chega. As lideranças aguardam posição dos demais partidos para ajustar o calendário e as audições em comissões.
Contexto político e implicações
Entre os cargos em ‘jogo’ contam-se o provedor de Justiça, três juízes do Tribunal Constitucional e cinco membros do Conselho de Estado, cuja seleção envolve maiorias qualificadas em parte dos casos. O PSD tem papel central para assegurar acordos e votações.
A remessa de candidaturas deve cumprir regras regimentais: apresentações até sete dias antes da eleição ou cinco, conforme o caso. Em algumas situações, audições em comissão são previstas, o que exige organização adicional no Parlamento.
As negociações refletem a atual configuração parlamentar, em que um acordo de dois terços depende da participação dos sociais-democratas. O processo envolve ainda a eleição de membros de outros conselhos, como o Ministério Público e o Conselho Superior da Magistratura, com prazos e procedimentos específicos.
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