- Caminhões de transporte internacional avançam pela fronteira entre o Irão e o Curdistão iraquiano, rumo a Haji Omeran, após a reabertura da passagem.
- No lado iraniano, houve corte de internet e pouca transmissão de notícias, deixando muitos sem informação sobre a abertura da fronteira.
- Um morador da região curda do Irão disse que apenas agora soube da fronteira aberta e que vários já começam a chegar ao Curdistão.
- A chefe de uma das primeiras famílias que entrou no Curdistão afirmou que a situação é difícil e que mais pessoas podem fugir nas próximas horas, enquanto a família segue para Erbil, onde têm apoio familiar e financeiro.
A circulação de mercadorias voltou a registar-se na fronteira entre o Irão e o Curdistão iraquiano, após a reabertura da passagem de Haji Omeran. A notícia chegou cedo a várias zonas do Curdistão, gerando uma corrida de camiões TIR empenhados em cruzar a fronteira.
Poucos iranianos tinham acesso à internet ou às notícias oficiais, o que atrasou a percepção de que a fronteira estava aberta. Relatos vindos de residentes da região curda indicam que muitos atravessaram para o Curdistão iraquiano para fugir da instabilidade que se seguiu a ataques com participação de forças internacionais contra Teerão.
No Irão, o receio de uma escalada do conflito também se faz sentir entre quem permanece, com relatos de dificuldades de comunicação e de informação limitada. Entre os que cruzaram, destacaram-se famílias que partem com poucos pertences, buscando abrigo e apoio na zona de Erbil, onde têm familiares e meios de sobrevivência.
Contexto da fronteira
Entre as montanhas cobertas de neve, a passagem de Haji Omeran ficou marcada pela afluência de viaturas destinadas a território curdo. A fronteira, encerrada desde ações militares, reabriu num momento de grande incerteza regional. Não há confirmação de números oficiais sobre o fluxo de pessoas ou de mercadorias.
As primeiras famílias que entraram no Curdistão iraquiano relatam uma situação de vulnerabilidade, com a necessidade de apoio logístico e financeiro. A mobilidade reversa ganha especial relevância na região, devido ao risco de novas ofensivas e à instabilidade crônica, ainda sem resolução prevista.
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