- O Parlamento Europeu analisa cooperação entre o Partido Popular Europeu (PPE) e partidos de direita, incluindo a AfD, para endurecer a política migratória da UE, através de um chat e de um encontro de eurodeputados.
- A CDU/CSU no PE passa a colaborar mais estreitamente com a AfD e outros grupos de direita do que se sabia, em torno de uma proposta de lei sobre retornos de requerentes de asilo.
- A proposta visa criar “Return Hubs” em países fora da UE e ganhou apoio na comissão competente, com votos também de eurodeputados da AfD, como Mary Khan.
- A cooperação surge após meses de bloqueio entre PPE, social-democratas e liberais; surgiu um grupo de WhatsApp onde o PPE apresenta a sua proposta à direita.
- A situação complica o debate europeu sobre o regulamento de retornos e pode pôr em risco o apoio político à ideia de centros de retorno, já que envolve alianças entre PPE e partidos de extrema-direita.
A investigação aponta que o grupo do Partido Popular Europeu (PPE) no Parlamento Europeu colaborou com partidos de direita, incluindo a AfD, para endurecer a política migratória da UE. A cooperação terá ocorrido através de um grupo de chat e de um encontro entre eurodeputados.
Segundo a dpa, o PPE participou numa proposta de lei em conjunto com conservadores e eurodeputados de direita, após meses de bloqueio. Além de membros do PPE, votaram a favor deputados de direita, incluindo Mary Khan, da AfD, na comissão competente.
A proposta prevê, entre outros pontos, a possibilidade de enviar requerentes de asilo para centros de retorno em países fora da UE. O acordo surgiu após falhas de consenso entre PPE, social-democratas e liberais.
Cooperação entre PPE e a direita
No grupo de chat, o PPE apresentou a proposta às bancadas da direita, envolvendo Conservadores e Reformistas Europeus (ECR), Patriotas pela Europa (PfE) e ESN, com deputados da AfD. Registaram-se pedidos de alterações à proposta.
Entre as sugestões, Khan defendeu poderes alargados para verificar idades dos requerentes de asilo, incluindo testes médicos em caso de dúvida. O grupo reuniu-se, a 4 de março, para negociar a lei em vias de votação.
Horizonte legislativo e reacções
Após o acordo, surgiram mensagens de agradecimento no chat. A liderança do PPE negou qualquer descrédito, destacando que a estratégia no Parlamento é definida pela direção, não pelos grupos de chat dos deputados.
A aprovação na comissão aumenta a plausibilidade de centros de retorno em países terceiros. Regulamento de retornos continua em negociação, com potenciais impactos sobre direitos dos refugiados e o equilíbrio entre segurança e proteção internacional.
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