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Emirados Árabes Unidos podem resistir à guerra e opor-se ao niilismo iraniano

Emirados Árabes Unidos afirmam resistir ao choque dos ataques iranianos e defendem um modelo de coexistência, com foco em IA e energia para estabilidade regional

Um homem dirige um barco durante o pôr do sol no Dubai, 11 de março de 2026
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  • Lana Nusseibeh afirma que os Emirados Árabes Unidos podem resistir ao choque dos ataques do Irão e defendem um modelo de coexistência, tolerância, paz e estabilidade regional.
  • O Irão lançou mais de 1.800 mísseis e drones contra os Emirados Árabes Unidos nas últimas duas semanas.
  • Os Emirados dizem que o Irão precisa de perceber que está isolado na arena internacional e que o modelo local é resiliente, adaptável e defensivo de soluções diplomáticas.
  • O país assinala que a crise energética global, causada pelo bloqueio ao Estreito de Ormuz, afeta preços de energia e segurança alimentar, impactando famílias e serviços.
  • Os Emirados planeiam posicionar-se como centro global de infraestrutura de inteligência artificial, com investimentoss de 1,5 trilhões de dólares com os Estados Unidos e investimentos semelhantes na Europa.

Emirados Árabes Unidos afirmam que podem resistir aos impactos da crise atual e rejeitar o niilismo promovido pelo Irão. A ministra de Estado Lana Nusseibeh disse à Euronews, em Abu Dhabi, que o país não é apenas um Estado, mas um modelo de coexistência e paz regional.

Segundo a ministra, os EAU enfrentam ataques iranianos com firmeza, defendendo a estabilidade da região e o fornecimento de energia global. O regime iraniano tem lançado mísseis e drones contra o território dos Emirados nas últimas semanas.

Nusseibeh explicou que a resposta passa pela manutenção de um modelo de coexistência, paz e segurança, sem escalar militarmente. O objetivo é preservar a integridade do país e apoiar aliados e mercados internacionais.

A governante sublinhou que os EAU não reconhecem o comportamento de autoridades que tentem exportar o niilismo para o sistema internacional e reiterou a importância de soluções diplomáticas. O tom foi de firmeza e resiliência.

Contexto energético

O ministro dos EAU, antigo embaixador na ONU, destacou que o bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz afeta preços globais de energia e a segurança alimentar mundial, repercutindo no custo de bens de consumo e abastecimentos.

Nusseibeh tranquilizou fornecedores globais, assegurando o compromisso do país com mercados energéticos, e mencionou investimentos em tecnologia para manter os EAU como centro de infraestrutura de IA, com planos de investimento relevantes no estrangeiro.

O país está a apostar num ecossistema tecnológico avançado, visando diversificar a economia além do petróleo e manter a competitividade em setores emergentes, como finanças, logística e tecnologia.

Investimento em IA

A ministra mencionou investimentos multimilionários em centros de dados de IA, incluindo parcerias com os Estados Unidos e projetos semelhantes na Europa, Itália e França. O objetivo é consolidar o papel dos EAU como hub tecnológico.

Nusseibeh reconheceu limitações políticas do ambiente geopolítico e afirmou que não há promessas de controlo total sobre a região. A prioridade, explicou, é manter o país seguro e estável.

A entrevistada relatou que a transformação econômica dos últimos 50 anos permitiu aos EAU passar de exportadores de hidrocarbonetos a uma economia diversificada, com foco em energia limpa, investimento direto estrangeiro e IA.

Para encerrar, a ministra reiterou a postura de defesa dos interesses nacionais e da estabilidade regional, destacando que o modelo dos EAU é resiliente, flexível e orientado para o futuro.

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