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Comissão húngara regressa à Ucrânia para a marcha pela paz

Hungria retira a comissão enviada a Kiev para averiguar o Druzhba, alegando que o oleoduto está operacional; o governo ucraniano não reconhece a missão

Imagem ilustrativa (Robert Fico (esq.) e Viktor Orbán (dir.) na cimeira da UE na Bélgica, em 12 de fevereiro de 2026)
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  • Viktor Orbán ordenou o regresso da comissão de averiguação enviada a Kiev a 11 de março para apurar se o oleoduto Druzhba está inoperacional; segundo o chefe de missão, não lhes foi permitido chegar perto do oleoduto.
  • O vídeo divulgado na página de Orbán mostra que houve um briefing da Naftogaz e que o embaixador húngaro em Kiev também foi convidado; Orbán vê nisso pressão de Budapeste.
  • O governo ucraniano não reconhece a delegação húngara como oficial.
  • Zelenskiy aponta o fim das reparações para abril e diz que o Druzhba poderá reabrir, desde que a Ucrânia obtenha o empréstimo de 90 mil milhões de euros da União Europeia; Budapeste mantém o veto.
  • A Comissão Europeia pediu aos dois países que moderem o tom para evitar mais tensão entre Hungria e Ucrânia.

A Hungria informou que a comissão enviada a Kiev para averiguar o estado do oleoduto Druzhba deve regressar. A decisão foi comunicada por vídeo publicado por Viktor Orbán, que afirmou que a equipa não lhe foi permitida aproximar-se do oleoduto.

Segundo Orbán, o grupo de peritos não teve acesso ao Druzhba, o que, na sua perspetiva, prova que a infraestrutura está operacional. O chefe da missão terá dito que o objetivo não foi alcançado devido a restrições impostas.

No vídeo divulgado na página de Orbán, participa o secretário de Estado da Energia, Gábor Czepek, e menciona-se que a Naftogaz de Kiev realizou um briefing sobre o oleoduto, com o embaixador húngaro em Kiev presente.

Reação de Kiev e contexto

O governo ucraniano rejeitou oficialmente a delegação húngara, afirmando que não é uma representação autorizada para a averiguação. A disputa envolve a reabertura do Druzhba, danificado no fim de janeiro, alegadamente por ataque russo.

Zelensky indicou que a recuperação do oleoduto depende de condições políticas e de financiamento externo. O governo húngaro critica o que chama de pressão de Kiev para manter o bloqueio.

A tensão tem também implicações em negociações com a União Europeia, especialmente em relação ao empréstimo de 90 mil milhões de euros destinado à Ucrânia, que Budapeste contesta em parte.

Contexto político e económico

A questão do Druzhba faz parte de uma disputa entre Hungria e Ucrânia há semanas, com destaque para a reabertura da infraestrutura e para acusações mútuas sobre o uso geopolítico do tema. A UE tem pedido tom contido entre as partes.

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