- A oposicionista María Corina Machado afirmou que o Governo da Presidente interina Delcy Rodríguez pretende prolongar o terror no país.
- O comentário surge após um tribunal ter negado amnistia a Perkins Rocha, conselheiro jurídico da maior coligação anti-chavista.
- Machado disse nas redes sociais que a negação de amnistia de forma seletiva é repressão e que o regime continua a tentar desmoralizar quem luta pela democracia.
- Delcy Rodríguez assumiu a presidência interna da Venezuela após a intervenção militar americana e a captura de Nicolás Maduro, no início de janeiro.
- Perkins Rocha está em prisão domiciliária com pulseira electrónica, com o tribunal a negar o seu pedido de amnistia; a líder da oposição apelou à comunidade internacional para manter vigilância e pressão.
Oposição venezuelana vê intenção de prolongar o terror, afirma Corina Machado. A líder e vencedora do Nobel da Paz criticou o Governo da Presidenta interina Delcy Rodríguez, após a recusa de amnistia a Perkins Rocha, jurista e figura da maior coligação anti-chavista.
Machado descreveu a decisão judicial como repressão seletiva e denunciou que a amnistia não foi concedida a Rocha por motivos políticos. O regime, argumenta, usa a justiça para manter o controlo sobre opositores e simplifica a repressão contra quem denuncia abusos.
A presidente interina Delcy Rodríguez assumiu o poder após intervenção militar norte-americana e a detenção de Nicolás Maduro no início de janeiro. Machado, que esteve no Chile para a tomada de posse de José Antonio Kast, afirmou que a Venezuela escolheu a liberdade e que houve progressos significativos nesse processo.
Perkins Rocha é considerado pela oposição como cidadão exemplar e jurista de reconhecido mérito. Encontra-se em prisão domiciliária com pulseira eletrónica desde fevereiro, após ter sido detido sob acusações associadas à sua atividade pública e legislativa. A defesa de Rocha já havia apresentado o pedido de amnistia em fevereiro, que foi negado.
A vencedora do Nobel apelou à comunidade internacional para manter a vigilância e aumentar a pressão sobre as autoridades venezuelanas. Alegou que os presos políticos devem ser libertados por completo, sem condições, e reiterou que as práticas repressivas do regime continuam a ser um ponto de preocupação.
A agência judicial envolvida confirmou que Rocha permanece em regime de prisão domiciliária. O tribunal apontou que o caso não se enquadra na lei de amnistia aprovada pelo Parlamento, mantendo o cenário de tensões entre o governo interino e a oposição.
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