- Os pré-avisos de greve no setor público têm vindo a subir desde 2011, com o último ano a reflectir a reforma laboral.
- O Governo de Luís Montenegro registou uma média anual de quase 400 pré-avisos por ano, superior à dos seus antecessores.
- Essa média é superior à de António Costa e à de Pedro Passos Coelho.
- Uma socióloga do trabalho afirma que é “expectável” haver crescimento das paralisações e da contestação social.
- Os dados da Direção-Geral da Administração e do Emprego Público mostram o movimento ascendente desde o primeiro registo em 2011, quando era primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.
A comparação entre os pré-avisos de greve no setor público aponta para um crescimento continuado desde 2011. Os alertas de paralisação, registados no portal da Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), aumentaram ao longo dos anos e ganharam impulso no último ano, associando-se à reforma laboral em vigor.
Entre os nomes citados, Luís Montenegro apresenta uma média anual de quase 400 pré-avisos, superior à de António Costa e a de Pedro Passos Coelho. Este padrão coloca o atual Governo no centro de uma tendência de maior mobilização laboral.
A leitura é corroborada por uma socióloga do trabalho, que descreve como “expectável” o crescimento das paralisações e da contestação social face a mudanças nas políticas públicas. A análise baseia-se nos registos disponíveis desde 2011 no portal da DGAEP.
Contexto de dados
Os números referem-se aos pré-avisos de greve no setor público desde 2011, ano em que começam os registos oficiais. O período cobre governos de Passos Coelho, Costa e, atualmente, o de Montenegro, com variações na intensidade das notificações.
Ainda segundo a leitura dos dados, o incremento observado tem ligação com alterações legislativas e com o ambiente político-social. A informação disponível mostra uma trajetória ascendente ao longo da última década, culminando na referência ao Governo atual.
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