- A ministra de Estado dos Emirados Árabes Unidos, Lana Nusseibeh, pediu à comunidade internacional que não permita que o Irão mantenha a economia mundial refém através do bloqueio do Estreito de Ormuz, uma via crucial para o petróleo mundial.
- O Estreito de Ormuz liga o Irão a Omã e é por onde passa cerca de vinte por cento do abastecimento energético mundial; a sua interrupção pode afectar preços de energia e segurança alimentar.
- Os Emirados afirmam manter o papel de centro logístico global e destacam o empenho em responder à crise energética sem comprometer a estabilidade económica.
- Desde o início do conflito, os ataques com drones e mísseis atingiram a região do Golfo; os EAU dizem ter enfrentado dois semanas difíceis, mas a vida no país voltou praticamente à normalidade.
- As autoridades destacam a necessidade de evitar uma escalada militar, defendendo a segurança, a prosperidade e o bem-estar da população e dos residentes nos Emirados.
A ministra de Estado dos Emirados Árabes Unidos, Lana Nusseibeh, pediu à Eu roNews que se impeça o Irão de manter a economia mundial refém através do seu comportamento de Estado pária. A intervenção ocorre em contexto de tensões no Golfo, com o Estreito de Ormuz no centro das atenções.
Nusseibeh sublinhou que o bloqueio do Estreito de Ormuz, via vital para o petróleo mundial, não pode ficar sem resposta. A via liga o Irão a Omã e cerca de 20% do abastecimento energético global passa por ali, o que eleva a sensibilidade dos mercados.
A comissária dos Emirados Árabes Unidos afirmou que, se houver interrupção, os impactos vão para além dos preços da energia. Afecta, também, a segurança alimentar global e o custo de bens essenciais, incluindo mercadorias nas lojas e combustíveis.
Estabilidade e logística dos Emirados
A governança dos Emirados em matéria de energia é apresentada pela ministra como uma resposta responsável. Os EAU afirmam manter o abastecimento estável e continuar a colaborar nos mercados globais de energia, mesmo em cenário de crise.
Os Emirados destacam o papel de hub logístico global, conectando Dubai a mais de 155 destinos internacionais. Segundo Nusseibeh, a responsabilidade passa também pela resiliência das cadeias de fornecimento e pela proteção de infraestruturas críticas.
Contexto do conflito e estratégia regional
Desde o início do conflito há duas semanas, que envolve ataques com drones e mísseis contra vários alvos no Golfo, os EAU têm dado prioridade à defesa do território sem escalar a confrontação. O objetivo é proteger populações e manter a economia em funcionamento.
Nusseibeh recordou que os ataques trouxeram inúmeros desafios, mas os Emirados conseguiram manter a normalidade doméstica. A líder destacou ainda que os esforços diplomáticos tinham como objetivo evitar uma escalada regional.
Preparação e defesa
Os Emirados afirmam ter décadas de preparação para lidar com incertezas geopolíticas. Além da defesa, o país investe na resiliência económica, nas redes logísticas e na segurança da cadeia de abastecimento, para enfrentar choques externos.
A ministra reforçou que as Forças Armadas dos EAU mantêm a proteção das comunidades e a segurança interna, sem recorrer a uma escalada militar. A prioridade continua a defender o país e evitar perturbações na vida diária.
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