- Sociedades criadas no Porto e em Lisboa foram associadas a um operador central de um esquema que terá desviado mais de mil milhões.
- O caso envolve projetos de investimento em cannabis medicinal em Aveiro e deslocações dos protagonistas do alegado esquema.
- O escândalo ganhou dimensão política com referências a Fábio Luís Lula da Silva (“Lulinha”), filho do Presidente Lula, e a empresas vinculadas ao senador Flávio Bolsonaro.
- A investigação do PÚBLICO aponta ligações a um desvio no sistema de pensões.
- Portugal passa a fazer parte do mapa do mais recente escândalo financeiro no Brasil.
O caso envolve uma fraude financeira de padrões elevados que, segundo a investigação do PÚBLICO, se estende a Portugal. O esquema é alegadamente milionário e já é associado a entidades com atuação no Porto e em Lisboa. A análise aponta para desvios no sistema de pensões, com impactos ainda por apurar.
Sociedades criadas no Porto e em Lisboa aparecem como parte da rede envolvida. Há referências a investimentos em cannabis medicinal em Aveiro, que teriam sido usados para facilitar a movimentação de capitais. As estruturas empresariais são descritas como núcleo de operações do alegado esquema.
Entre os nomes ligados ao caso estão o homem conhecido como “Careca”, apontado como operador central, e figuras associadas aos filhos de figuras públicas brasileiras. Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, é mencionado, bem como empresas associadas ao senador Flávio Bolsonaro. A relação entre estes representantes políticos e as entidades no terreno é objeto de análise dos investigadores.
O objetivo do esquema, conforme apurado, seria desviar verbas associadas ao sistema de pensões, com as operações a estenderem-se por várias etapas e jurisdições. A investigação mantém o foco na origem e na finalidade dos fluxos financeiros, bem como na cadeia de governança das empresas envolvidas. O inquérito continua em curso, com novas diligências previstas.
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