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Dirigente do Livre demite-se, acusa liderança de decisões unilaterais

Dirigente nacional do Livre demite-se, acusando a liderança de dinâmicas de controlo de informação e de não cumprir a rotatividade do porta-voz

O próximo congresso do Livre deve realizar-se em 2026
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  • O dirigente nacional do Livre, João Manso, demitiu-se da direcção, alegando “dinâmicas de controlo de informação” e acusando os porta-vozes Rui Tavares e Isabel Mendes Lopes de tomadas de decisão unilaterais.
  • O anúncio da demissão foi feito num texto divulgado numa plataforma interna do partido a 7 de Março; Manso tinha sido eleito para a direcção pela lista “C” no congresso de 2024.
  • Critica ainda a não observância da regra de rotatividade do cargo de porta-voz, defendendo que o cargo está a ser “inventado” como co-porta-vozes fixos.
  • A queixa inclui a alegação de que as reuniões abertas do Grupo de Contacto não tinham periodicidade mensal mínima e, quando realizadas, pareciam encenar-se sem permitir escrutínio real.
  • O Tribunal Constitucional (TC) negou, em Setembro de 2025, that houve violação grave de regras democráticas com a deliberação sobre acesso aos emails; Isabel Mendes Lopes afirmou que as questões foram esclarecidas nas reuniões.

João Manso apresentou a demissão da direcção do Livre, alegando dinâmicas de controlo de informação e violação de regras de rotatividade para o cargo de porta-voz. A notícia foi publicada a 7 de março numa plataforma interna, apurada pelo Observador e confirmada pela Lusa.

O dirigente, eleito pela lista C no congresso de 2024, criticou a existência de porta-vozes fixos, acusando Rui Tavares e Isabel Mendes Lopes de decisões unilaterais. Segundo os estatutos do partido, o porta-voz deve ser rotativo consoante o tema a abordar.

Manso também alegou que as reuniões abertas do Grupo de Contacto não ocorreram na periodicidade mensal e, quando realizadas, foram encenadas, dificultando o escrutínio pelos membros. A denúncia surge no âmbito de disputas internas sobre a gestão e a comunicação do órgão.

Controvérsia sobre acesso aos emails

Isabel Mendes Lopes respondeu à Lusa dizendo que não surpreende a demissão e que o comportamento era já conhecido, referindo que o tema tem vindo a ser discutido em várias reuniões de direcção. O Tribunal Constitucional foi acionado por Manso, mas decidiu não conhecer o objeto da ação.

O ex-dirigente alegava ter sido impedido de ter acesso total ao email do partido. Em fevereiro de 2024, a direcção decidiu que o correio eletrónico ficaria sob responsabilidade da equipa de gestão, com encaminhamento automático apenas para quem solicitasse.

O TC informou que a deliberação não violava regras democráticas relevantes, decisão tomada em setembro de 2025. Mendes Lopes afirmou que as questões foram esclarecidas nas reuniões e que o TC não deu seguimento à ação.

Situação processual e próximos passos

Manso acusou ainda a prática de marchas de divulgação com empresas de audiovisual e catering para o próximo congresso, sem tema discutido no órgão. O 15º Congresso do Livre está previsto para este ano, com data ainda por confirmar.

A 2024, a lista liderada por Isabel Mendes Lopes obteve 61% dos votos, garantindo 10 lugares no órgão. A lista B, liderada por Natércia Lopes, conquistou 3 lugares e a C, de Manso, 2 lugares.

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