- A Coreia do Norte disparou mais de dez mísseis balísticos para o mar do Japão neste sábado, segundo autoridades japonesas e sul-coreanas.
- Os mísseis foram lançados a partir de Sunan, junto a Pyongyang, e este foi o terceiro lançamento semelhante desde o início do ano.
- O movimento ocorre enquanto as forças da Coreia do Sul e dos Estados Unidos realizam exercícios militares na região, que devem durar pelo menos onze dias.
- O Estado-Mior Conjunto sul-coreano afirmou que as Forças Armadas mantêm prontidão e partilham informações sobre os mísseis com os EUA e o Japão, num contexto de vigilância reforçada.
- A situação inclui tensões entre Washington e Pyongyang, com Kim Yo-jong já tendo ameaçado retaliação aos exercícios; Trump admitiu a possibilidade de se encontrar com Kim Jong-un durante a sua viagem à China.
O Governo japonês e as autoridades sul-coreanas confirmaram que a Coreia do Norte lançou neste sábado mais de dez mísseis balísticos que, segundo a informação, caíram no mar do Japão. Os disparos ocorrem enquanto forças da Coreia do Sul e dos Estados Unidos realizam exercícios militares na região. O grupo de forças sul-coreano JCS indicou que os projéteis partiram de Sunan, junto a Pyongyang, marcando o terceiro disparo deste tipo este ano.
O JCS acrescentou que as Forças Armadas mantêm uma postura de prontidão alta e partilham informações com os Estados Unidos e o Japão, num contexto de vigilância reforçada para evitar novos disparos. Os exercícios conjuntos entre EUA e Coreia do Sul, descritos como defensivos pelos aliados, tiveram início na segunda-feira e devem prolongar-se por 11 dias.
Diplomacia e desdobramentos
A ação surge pouco depois de declarações de Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano, ameaçando os EUA e a Coreia do Sul com consequências graves devido aos exercícios militares.
O disparo de mísseis para o mar do Japão ocorreu pouco antes de Donald Trump admitir a possibilidade de novo encontro com Kim Jong-un. Segundo o governo sul-coreano, Trump mostrou interesse em retomar o diálogo, o que pode ocorrer durante a viagem à China marcada para encontrar Xi Jinping.
Durante o mandatos anteriores, Trump reuniu-se com Kim Jong-un em três ocasiões, mas as conversas não resultaram em avanços significativos na desnuclearização. O regime norte-coreano tem mantido uma postura de relação mais próxima com a Rússia, o que influencia o cenário regional e as negociações na península.
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