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CGTP não foi convocada, mas vai ao Ministério do Trabalho na segunda

CGTP não foi convidada para a nova reunião sobre o pacote laboral, mas desloca-se segunda-feira ao Ministério do Trabalho para reafirmar propostas

A 17 de Novembro, o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, entregou ao Governo o pré-aviso para a greve geral de 11 de Dezembro
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  • A CGTP-IN vai ao Ministério do Trabalho na segunda-feira, às 15h, para apresentar propostas e soluções sobre a legislação laboral, apesar de não ter sido convidada para as negociações.
  • O Governo convocou essa mesma segunda-feira uma reunião com as quatro confederações patronais e a UGT para discutir o pacote laboral.
  • A CGTP denuncia a exclusão de espaços de participação na elaboração da legislação laboral e afirma não aceitar a retirada da sua participação.
  • A central já tinha pedido uma reunião ao Presidente da República para expor a sua preocupação com o anteprojeto de lei e com a exclusão das negociações.
  • A reunião com o Governo e parceiros ocorre num contexto de impasse, com as confederações a darem as negociações como encerradas na última sessão técnica, enquanto o Presidente apelou para que voltassem à mesa.

O Governo convocou as quatro confederações patronais e a UGT para uma nova reunião, na próxima segunda-feira, para discutir o pacote laboral. Apesar disso, a CGTP-IN não foi convidada e anunciou que vai deslocar-se ao Ministério do Trabalho nesse mesmo dia, na hora prevista para a reunião.

A delegação da CGTP-IN, que integra a Comissão Permanente de Concertação Social (CPCS), afirma ir ao ministério para reafirmar propostas já apresentadas ao longo do processo. A central frisa que não aceita excluir a participação das organizações de trabalhadores na elaboração da legislação laboral.

A CGTP-IN sublinha ainda que a deslocação ocorre num contexto em que ficou conhecido que o Governo mantém agenda com outras entidades que integram a CPCS, sem incluir a central na convocatória. A posição da CGTP-IN vem na sequência de pedidos de reunião com o Presidente da República para expor a preocupação com as medidas propostas no anteprojecto de lei.

Contexto e evolução do processo

A debate sobre o pacote laboral tem sido marcado por tensões entre as partes. Na última reunião técnica, as confederações patronais deram por encerradas as negociações, acusando a UGT de intransigência. O Presidente da República já pediu aos parceiros sociais que retomem as negociações.

O anteprojecto Trabalho XXI, apresentado pela ministra do Trabalho em julho de 2025, permanece no centro do debate. Nas sessões da CPCS, a CGTP tem participado, mas sem ser convocada para as reuniões técnicas, refere a central. O Governo sustenta que a CGTP se afastou ao pedir a retirada da proposta.

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