- A União Europeia criticou a decisão dos EUA de aliviar as sanções sobre o petróleo russo retido no mar, dizendo que afeta a segurança europeia.
- O chanceler alemão, Friedrich Merz, e o presidente do Conselho, António Costa, afirmaram que aliviar as sanções compromete o apoio à Ucrânia num momento crítico.
- A administração dos Estados Unidos autorizou temporariamente a compra de petróleo russo retido no mar, permitindo importadores adquirir petróleo bruto e produtos até 11 de abril, com início em 12 de março.
- A medida ocorre num contexto de subida dos preços do petróleo devido a tensões no Médio Oriente e ações iranianas que afetam portos e a logística global.
- Na UE, a posição publicou-se com Ursula von der Leyen e Emmanuel Macron a defenderem a continuidade das sanções e, no G7, a apoiar manter as restrições, com Viktor Orbán a estar alinhado com os EUA.
O que aconteceu, quem está envolvido, quando, onde e por quê: a administração de Donald Trump autorizou temporariamente a compra de petróleo russo retido no mar, medida anunciada pelosecretário do Tesouro, Scott Bessent, na noite de quinta-feira. A decisão visa aliviar preços da energia em meio a tensões no Médio Oriente, mantendo pressão sobre o fluxo de receitas russo.
A iniciativa gerou críticas na União Europeia. Líderes europeus afirmam que a suspensão das sanções prejudica o apoio à Ucrânia num momento crítico. Merz, Costa e Von der Leyen destacam que favorecer a Rússia não é compatível com os objetivos europeus.
Reação da UE
António Costa, presidente do Conselho Europeu, disse que qualquer alívio das sanções beneficiaria Moscovo, dificultando o esforço para enfraquecer a máquina de guerra russa. O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que aliviar as sanções seria errado e que o apoio à Ucrânia não deve ser desviado pela crise no Médio Oriente.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediu a aplicação do teto de preço ao petróleo russo e a manutenção de sanções. Emmanuel Macron repetiu, após a reunião do G7, que não se justifica recuar em relação às sanções. O G7 mantém posição de cautela, com exceção dos EUA.
Detalhes da licença e contexto
A licença norte-americana autoriza, a partir de 12 de março, importadores a adquirir petróleo bruto e derivados russo a bordo de navios retidos no mar, com desembarque permitido até 11 de abril. A medida segue uma derrogação semelhante para a Índia, anunciada no final de fevereiro.
Apesar da autorização e de a UE manter pressão, os preços do petróleo não recuaram até ao momento, em função de incertezas no Médio Oriente. Analistas temem que o Irão continue a visar portos e rotas de abastecimento, impactando o mercado global.
Perspetivas na política europeia
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, foi o único líder da UE a apoiar o levantamento das sanções, alinhando-se com os EUA. O posicionamento contrasta com o consenso europeu, que continua firme na manutenção de medidas restritivas até que haja condições estáveis na região.
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