- O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, desafiou os grandes grupos económicos em Portugal a suportarem, com os seus lucros, os custos da guerra e pediu coragem ao primeiro-ministro para enfrentar o grande capital.
- Em pleno comício dos 105 anos do PCP, afirmou que é preciso mobilizar mil milhões de euros de lucros da Galp para este embate e cinco mil milhões de euros dos cinco maiores bancos.
- Reforçou a ideia de mobilizar os lucros históricos da grande distribuição para o enfrentamento, dizendo que não é aceitável que seja o povo a pagar as faturas das decisões econômicas e militares.
- Criticou a afirmação do primeiro-ministro sobre a necessidade de coragem para mudanças, acusando a proteção do grande capital e defendendo que coragem significa subir salários, enfrentar grupos económicos e reduzir a precariedade.
- Reiterou o desafio feito no Porto, em janeiro, de uma manifestação de apoio ao pacote laboral e manifestou a convicção de que o pacote está rejeitado pela luta dos trabalhadores.
O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, desafiou os grandes grupos económicos de Portugal a suportarem com os seus lucros os custos da guerra, pedindo também coragem ao primeiro-ministro para enfrentar o grande capital. A intervenção ocorreu durante o comício do 105.º Aniversário do PCP, intitulado Projeto. Luta. Confiança.
Raimundo indicou a necessidade de mobilizar lucros de sectores estratégicos para este embate, referindo-se à Galp e aos cinco maiores bancos, bem como aos lucros da grande distribuição. Garantiu que não é aceitável que o povo pague a fatura das decisões associadas àquilo que chamou de loucura militarista.
O dirigente comunista reiterou críticas ao primeiro-ministro pela forma como tem apresentado as medidas de mudança. Afirmou que a verdadeira coragem se vê na capacidade de aumentar salários, enfrentar grupos económicos, combater a precariedade e criar condições para que os jovens permaneçam no país.
Contexto e perspetivas
No Porto, em 27 de janeiro, Raimundo já tinha lançado o mesmo desafio ao Governo para marcar uma manifestação de apoio ao pacote laboral. Para o líder do PCP, o pacote está rejeitado pela luta dos trabalhadores e pelas suas próprias possibilidades de resistência.
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